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14 de agosto de 2014

Rojo:Clube vs Fundo

A Doyen Sports, fundo que colocou Marcos Rojo no Sporting, lançou um comunicado, esta quarta-feira, em que responde a Bruno de Carvalho, presidente do emblema de Alvalade que deixou ataques a este tipo de empresas, na última noite, em entrevista à Sporting TV
«A Doyen não interfere, nunca interferiu nem pretende interferir em nenhum clube nem na tomada de qualquer decisão. Os contratos da empresa são transparentes, claros e, contrariamente a outros concorrentes, defendem a total independência dos clubes na tomada de decisões», explica a Doyen no comunicado onde recorda o apoio financeiro que tem dado ao clube do leão.
«Sem a intervenção da Doyen, através do financiamento, o Marcos Rojo não seria jogador do Sporting. Mas mais ainda, em simultâneo realizámos outras operações com o Sporting entre as quais um empréstimo ocasional para o clube poder fazer face às dificuldades de tesouraria que tinha no momento;»
A Doyen deixa ainda um aviso a Bruno de Carvalho: «Queremos deixar claro que não hesitaremos em usar todos os recursos legais ao nosso dispor para defender integralmente todos os nossos interesses e direitos».

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4 de julho de 2014

A bola volta a rolar

Numa época com futebol total, já que ainda decorre o Mundial no Brasil, eis que a bola volta a girar cá no nosso tasco. As equipas apresentam-se cheias de esperanças e novos Messis, com uma quantidade enorme de candidatos ao título. Os adeptos degladiam-se ainda de forma saudável...


Para mim é a melhora fase da época. As equipas ainda são as maiores, e os adeptos ainda não se insultam entre si. Todos são campeões do defeso.

Mencionando defeso, o mercado está muito mudado. Contratações a "custo zero" ou com baixo valor de aquisição têm sido a regra, e todos esperam ter encontrado ouro. Ainda há imensas dúvidas nas constituições dos planteis, e como sempre ansiamos por dinheiro fresco dos clubes ricos.

Nos próximos dias darei uma pequena opinião sobre os planteis dos três grandes, e quiçá sobre o Mundial, mesmo que este não me tenha entusiasmado muito.
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21 de maio de 2014

A Liga ainda não terminou.

Com o campeonato quase a terminar (falta apenas a segunda mão do play-off de subida/descida entre o Paços e o Aves) deixo aqui um brevíssimo resumo de como vi cada uma das equipas esta época.

Benfica

Mau início de época, após uma pré-época mal conseguida. Todos vaticinaram a saída do treinador, mas contra todo o mundo Luís Filipe Vieira segurou Jorge Jesus com os resultados que agora se conhecem. Com um estilo de jogo menos fulgurante, mas mais consistente, a equipa não encontrou adversário interno, conseguiu rodar a equipa (como em épocas anteriores) e mesmo assim ir ganhando. Acabou a época em sofrimento, algo que já foi visível no final da Liga Europa, e gritante na final da Taça de Portugal. Fica na história ao ser a primeira equipa a conquistar 3 competições internas (a Supertaça não costuma ser contabilizada por ser jogo único, mas quem quiser pode contá-la, não faço disto um cavalo de batalha). Um ano para ficar na história do clube.

Sporting

Iniciam a época como underdogs, mas sem que ninguém se aperceba vão conquistando o seu espaço e consolidando o seu jogo. Apenas atingiram um dos seus objectivos, a entrada directa na Liga dos Campeões, mas a eliminação precoce das restantes competições pode ter sido o tónico para a caminhada muito positiva na Liga. Jardim foi parte importante no processo, com algumas decisões corajosas, mas essencialmente há que enaltecer o presidente Bruno Carvalho, que aparenta querer recolocar o Sporting no caminho correcto. No final da época perdeu-se algum do fulgor inicial, algo que pessoalmente não percebo, pois esperava que fosse nesse forcing final que iriam fazer alguma sombra ao Benfica, com muito mais minutos nas pernas. A equipa foi claramente suficiente para consumo interno, sem invenções ou grandes protagonismos individuais (William Carvalho foi a excepção, sendo para mim o melhor jogador deste campeonato com alguma folga), mas com um colectivo a funcionar excepcionalmente.

Porto

Alguns erros na concepção do plantel minaram o trabalho à partida. A falta de alternativas para a defesa lateral, a ausência de extremos rápidos e tecnicamente evoluídos, e um meio campo claramente inferior ao habitual do histórico recente do clube fizeram com que os adeptos não iniciassem o campeonato com a confiança habitual. A mudança do treinador fez o resto. O facto de ser o Porto resolve metade dos problemas, mas esta época foram tantos, e tantas as decisões duvidosas que pouco houve a fazer. A época arrastou-se entre exibições medianas ou simplesmente fracas, com pouca ligação entre sectores, pouco espírito de grupo, pouca garra e vontade de vencer. A partir de certo ponto apenas se esperava pelo final do campeonato, e quanto mais rápido chegasse, melhor.

Estoril

Mais uma época a grande nível, com Marco Silva a mostrar que é treinador para outros voos. Um grupo sólido, com futebol agradável e de tendência ofensiva tornou o Estoril a confirmação deste campeonato. Uma participação europeia sem brilho, mas também sem envergonhar as cores do clube, que teve o mérito de não se deixar deslumbrar por essa conquista. No último jogo do campeonato tinha mais 10 jogos das pernas que o seu adversário, e o melhor que consigo dizer é que não se notou. Alguns valores individuais poderão dar um salto para outros clubes, mas a verdadeira força da equipa foi o colectivo.

Nacional

Quase sem se dar por eles eis que chegam à qualificação europeia. Superiormente trabalhados por Manuel Machado, o Nacional pecou por alguma inconsistência, perdendo pontos onde não se esperava inicialmente, e ganhando outros que eventualmente não estariam nas contas. O aparentemente folgado 5º lugar não foi assim tão simples de obter, começando de baixo para cima, a luta pela Europa esteve ao rubro até bem perto do final do campeonato, sendo o Nacional o clube com mais estofo no lote dos pretendentes, tendo ganho o lugar com mérito.

Marítimo

Olhando simplesmente ao plantel, podíamos esperar algo mais deste Marítimo. Era altura de alguns jogadores passarem de promessas a certezas e isso nunca aconteceu. Um clube vive de vendas, especialmente agora que o dinheiro do governo regional já não chega para tudo e mais umas botas. O mérito de meter a malta da B a render na equipa principal não foi tão evidente esta época, o que associado a algumas contratações menos conseguidas e o aparente desgaste do relacionamento do treinador com os jogadores fez o resto. Considerando tudo isto, acho que a classificação final se adequa ao mérito do clube.

Setúbal

Forte candidato à descida de divisão, acaba a época num excelente 7º lugar, superando qualquer expectativa. Couceiro teve o toque de Midas, valorizando imensos jogadores, acertando nas contratações e empréstimos e, mais que tudo isso, metendo a equipa a jogar à bola de forma alegre e ofensiva. Carregados de malta nova, que certamente trarão muitas alegrias ao clube, fica aqui já o meu voto de surpresa da época.

Académica

A minha Briosa ficou algo aquém das minhas expectativas iniciais, mas olhando a planteis e orçamentos ficou enfeixada no grupo a que realmente pertencia. Com uma solidez defensiva apreciável, pecou na dinâmica ofensiva. Podemos falar na história da manta, o próprio treinador foi pedindo mais meios, e começamos a imaginar outros voos para Sérgio Conceição. Espero que fique mais uma época no clube, que se deixe de comprar por atacado e que a próxima época seja ainda melhor. Vale que esta época não se ficou com o credo na boca até ao fim.

Braga

Um bonito banho de realidade. No futebol não se acerta sempre, embora alguns tenham o mérito de acertar muito mais. Esta vinha a ser a realidade do Braga, que esta época estoirou. Um plantel claramente inferior ao de épocas anteriores, onde eu não via grande potencial para voos maiores. Esta parece-me a classificação adequada a este Braga, não por demérito de qualquer treinador, mas porque apenas é o seu valor. Há muito trabalho a fazer nesta pré-época.

Guimarães

Rui Vitória faz milagres, mas nem tantos. Continuo a achar que o plantel do Vitória é fraquíssimo, com uma ou outra excepção pontual, e que  corre sérios riscos de se afundar se alguma coisa correr mal. Esta época houve vislumbres dessa realidade, se bem que acompanhados duma interessante campanha europeia. Para sobreviver há que continuar a realizar este trabalho, e esta época deu para ver que o treinador é um mágico que mantém tudo colado e a funcionar.

 Rio Ave

Quiçá pudesse fazer muito mais, mas a partir de certa altura focaram-se nas Taças, perdendo alguns pontos aparentemente acessíveis no campeonato. Nuno Espírito Santo fez um óptimo trabalho, mas também tinha óptimos jogadores, pelo menos bem melhores do que agora se faz crer. Uma equipa sólida, com nomes conhecidos do nosso campeonato, bem trabalhados, colectivamente empreendedora. Mesmo aceitando que a época foi memorável, tenho para mim que podiam ter feito bem melhor no campeonato. Na próxima época garantiram competições europeias e a presença em mais uma final.

Arouca
Uma surpresa agradável. Sobe de divisão e reforça-se de forma a ter um 11 interessante, mas pouco mais que isso. Um estilo de jogo pouco interessante, mas necessário dadas as características (ou armas) da equipa. Nunca pareceram estar no mesmo campeonato do Olhanense, p.e., mas eram claros candidatos à descida, e a época da equipa de Pedro Emanuel só pode ser considerado positivo.

Gil Vicente

Nova decepção. O Gil parece aquele clube que promete muito, mas chegando à hora da verdade nunca passa dessa mesma promessa. Alguns nomes interessantes, uma dinâmica de jogo interessante, no entanto sem grandes resultados práticos. Passam, por culpa própria, boa parte da época aflitos, quando podiam ter resolvido mais cedo a classificação final.  Em termos de classificação geral, olhando ao Guimarães, mais podia ter sido feito por João de Deus.

Belenenses

Para mim a incógnita inicial da época. Desde cedo me pareceram os companheiros naturais do Olhanense, mas lá foram pontuando aqui e ali, por vezes de forma surpreendente. Dado o seu historial, pode perfeitamente conseguir consolidar-se na Liga, especialmente se esta alargar mais um pouco, mas têm de fazer mais que isto. Primeiro que tudo meter todas as individualidades a contribuir para a equipa, algo que não foi muito visto esta época.

Paços

Ainda sem certezas sobre a permanência, é desde já a decepção da época. Passa do play-off  da Champions, para o play-off de descida. Impressionante. Foi feito um esforço pela direcção, providenciando alguns nomes conhecidos do meio futebolístico ao treinador, mas estes nunca pareceram muito motivados ou empenhados. A própria escolha de treinador mereceu críticas, mas agora parece consensual que estes não foram o problema da equipa. Iniciando em Costinha, passando por Calisto (o bombeiro do clube) e acabando em Jorge Costa, os jogadores sempre pareceram perdidos em campo, e pouco merecedores da camisola que vestiam. Terá sido o Paços maior que a perna? Talvez. Gostava que se mantivessem, mas se descerem pode ser que esta dose elevada de realidade volte a reorientar o clube nas suas políticas anteriores, tantas vezes elogiadas em vários programas televisivos.

Olhanense

Que espectáculo triste da vida real. Uma feira de vaidades, onde tudo correu mal, fruto também dum planeamento execrável, investimentos duvidosos, escolhas delirantes. Nem no CM consigo conceber este plano a funcionar. Abel Xavier? Cruzes canhoto. Jogadores sem estofo ou vontade, sem fio de jogo, sem projecto. Um clube à beira da falência que parece ter dado o passo final rumo ao abismo. Ou algo muda rápido, ou o clube terá sérias dificuldades apenas em existir.
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21 de abril de 2014

O título de Luís Filipe Vieira

26 de Maio de 2013. Hora: Cerca das 19h00.

O Estádio do Jamor era palco do último tombo encarnado. Depois do ajoelhar de Jesus no Dragão, da machadada na euforia em Amesterdão. Três títulos a fugir aos encarnados nos últimos minutos de jogo no espaço de 15 dias. Este com uma agravante: a discussão, feia, perto da agressão, entre Cardozo e Jorge Jesus.

Nesse dia, e nos dias que se seguiram, soaram os alarmes no Estádio da Luz, dispararam as acusações e traçou-se um destino: o tempo de Jorge Jesus à frente do plantel do Benfica tinha acabado. Era impossível alguém que tivera tudo na mão, tudo deixar fugir.

Porém, indiferente à polémica, indiferente às pressões, indiferente às derrotas um homem deu um murro na mesa e disse "Não". Praticamente contra tudo e contra todos, Luís Filipe Vieira assumiu na plenitude o papel de chefe máximo da tribo encarnada e alertou: Jesus fica.

Muitos dos históricos encarnados e administradores, dirigentes, adeptos, afiaram as facas e "garantiram" que Jesus não terminava a época seguinte. As garras saltam de fora logo no arranque do campeonato. Benfica perde na Madeira com o Marítimo (2-1), empata em Alvalade (1-1) e empata na Luz com o Belenenses (1-1).

Há sexta jornada os encarnados estão já a cinco pontos do líder FC Porto e na Luz volta a soar o grito "Jesus tem de sair". Mais uma vez, quase contra o universo benfiquista, Luís Filipe Vieira volta a dizer "Não" e a segurar o seu treinador.

O virar do campeonato terá começado semanas mais tarde, com o empate do FC Porto em Belém. Uma exibição pobre, pouco conseguida, sem aquele fulgor que quase sempre se via nos campeões nacionais. Nesse fim-de-semana, em Coimbra, o Benfica vencia por 3-0 e aproximava-se do líder, colado ao Sporting.
Na jornada seguinte os encarnados ganham em casa ao Braga enquanto o FC Porto volta a perder pontos. Desta feita em casa, com o Nacional.

Paralelamente a esta corrida de trás para a frente, o Benfica fazia um percurso tímido na Champions. Depois da vitória em casa com o Anderlecht, os encarnados perdiam em Paris, empatavam em casa com o Olympiacos, perdia de seguida na Grécia e via os 16-avos-de-final mais longe, enquanto a porta da Liga Europa se abria de novo.

No meio de tudo isto, e com um plantel mais equilibrado do que o do ano anterior, o treinador do presidente mostrava uma gestão de plantel como há muito não se via e, aproveitando os deslizes dos adversários começa a caminhar para o título. Vira a metade do campeonato na frente, depois de vencer na Luz os azuis e brancos. Apura-se para as meias finais da Taça de Portugal, da Taça da Liga e garante, por fim, uma presença nas meias da Liga Europa.

Ontem, na Luz, o Benfica "fecha" o campeonato. Com sete pontos de avanço para o Sporting. 18 de avanço para o FC Porto (menos um jogo). Os encarnados sagram-se campeões com tantos pontos de avanço para o terceiro classificado, como os que a Olhanense (16.º) tem de atraso para o 6.º classificado (Marítimo).

Se o título ontem conquistado é mérito da preserverança de Jorge Jesus, não é menos fruto da teimosia e da crença de Luís Filipe Vieira. Porque ele foi, desde início, (praticamente) o único que acreditou no treinador que ele escolheu e ele segurou.

Mesmo que Jorge Jesus não ganhe mais nada esta época (e pode ganhar tanto ou mais títulos do que aqueles que poderia ter ganho a época passada), Luís Filipe Vieira já ganhou a sua aposta.
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26 de março de 2014

O Leão está de regresso



Depois de uma época 2012/2013 terrível, o Sporting garantiu este fim de semana o regresso às Competições Europeias, sendo que é quase certo que pelo menos vá disputar a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. É de extrema importância para o clube, pois com o caos que impera nas suas finanças, quer a Liga dos Campeões quer a Liga Europa são fundamentais para aumentar a entrada de dinheiro no clube. Obviamente que muito mais a Liga dos Campeões, cuja a entrada na fase de grupos da prova garante quase 10 Milhões de Euros, fora outros prémios como por exemplo o prémio por vitória num jogo, mas também a Liga Europa será importante, pelo menos permitirá ao Sporting mostrar os seus jogadores, e quem sabe juntar o Troféu que lhe escapou das mãos na final em Alvalade de 2005..

Ambas as competições formam a maior montra do futebol europeu, e está na altura de o Sporting conseguir fazer encaixes (constantes) ao nível de Benfica e Porto, na ordem dos 20-40M €. Até porque se formos ver a maior venda de sempre do Sporting, Nani, foi para Manchester por "apenas" 25M € que é quase metade do que custou James Rodriguez ao Mónaco, ou Witsel ao Zenit. E olhando para o TOP10 de vendas do Sporting encontramos as vendas de Bruma e Illori, com meia dúzia de jogos pela equipa principal por cerca de 20M € no total, que apesar de terem sido boas vendas, tendo em conta o que tem sido o Sporting, espelham bem a falta de capacidade de valorização de jogadores que o clube tem. Se tivessem ficado mais uns anos no clube, e com jogos na Liga Milionária, poderiam facilmente ter rendido o triplo, pois qualidade não lhes falta.

Posto isto, com a nova direcção de Bruno de Carvalho e o comando de Leonardo Jardim, o Sporting conseguiu acertar o passo, e ruma agora na direcção correcta. Segundo lugar da liga, 5 pontos à frente do Porto, terceiro classificado, e 11 do quarto, o Estoril, e já leva quase o dobro dos pontos da época passada, jogadores como William Carvalho andam nas bocas do mundo, tendo vários gigantes atrás dele (O Manchester United anda "louco" com ele), espelham bem aquilo toda esta transformação do Leão. Na próxima época poderemos ver jovens formados em Alvalade como João Mário, Carlos Mané ou Eric Dier espalhar a sua "magia" nos relvados internacionais, e com isto voltar a por o nome do Sporting no mapa.

E ainda bem, para o futebol nacional, que quanto mais competitivo melhor. Esperemos que o Sporting consiga nos próximos 4-5 anos atingir o nível de Benfica e Porto, e que mesmo equipas como o Estoril, conseguiam estabelecer-se, tal como conseguiu o Braga.

No entanto para já, certo é que o rugido do Leão irá ouvir-se de novo pela Europa fora.
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18 de março de 2014

Fejsa e a estabilidade defensiva.

Fui um dos muitos a dizer que Fejsa não era jogador para o Benfica, um de muitos comprados por atacado, incapaz de dar dois toques seguidos na bola, ou fazer um passe em condições.

Os equívocos tácticos de Jesus no início da época reforçaram essa opinião, a expectável falta de entrosamento com Enzo tiraram-me as dúvidas da altura.

Quando o Matic partiu, vi nessa saída um problema para o Benfica apenas comparável à partida do Moutinho para o Mónaco. Felizmente o novo desenho táctico que JJ tirou da gaveta veio mostrar que os receios eram completamente infundados.


 Com Fejsa o Benfica ganha uma estabilidade defensiva diferente da que tinha com Matic. É certo que Fejsa não é o mesmo jogador que Matic é, e mesmo quando comparado com Javi fico com a sensação que o tipo de futebol não é igual.

Com a entrada de Rúben Amorim para trinco esta segunda fiquei com a certeza que a manobra defensiva da equipa se torna muito menos sólida. Fejsa joga como trinco quando a equipa se encontra em manobra defensiva organizada, mas cai para 3º central sempre que esta é apanhada de surpresa. Raramente corre algum risco ofensivo, o que dá alguma tranquilidade aos laterais para subir, inclusivamente os dois ao mesmo tempo (coisa que observo com frequência superior ao desejável neste Benfica), permitindo a um central compensar a lateral sem criar um buraco no meio, como aconteceu no segundo golo do Nacional.

Enzo é a peça chave desta alteração. Agora aparece muito mais em jogo, tornando-o o pilar da manobra ofensiva benfiquista. Marcá-lo só a si pode tornar-se redutor e perigoso, já que do meio para a frente ainda há Markovic, Gaitan ou Rodrigo, jogadores capazes de desequilibrar apenas por si. A perda dum jogador numa marcação individual, pode ser o suficiente para perder alguma estabilidade defensiva, daí ser raro alguém tomar essa opção.

A dupla Amorim-Enzo é tecnicamente impressionante. Amorim com uma capacidade de passe fantástica, Enzo um transportador de jogo por excelência, mas defensivamente é mais macia, e tem dificuldades de luta em meios mais duros.

Este 442 de Jesus vive de equilíbrios  muito trabalhados onde nada pode falhar. Jogar apenas com dois jogadores no meio é viver no risco, mas jogadores como Fejsa tornam a convivência com esse mesmo risco muito menos arriscada.
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17 de março de 2014

Slimani: A força da crença



Slimani não é nenhum craque. Não é um virtuoso nem um mágico da bola. Nunca passou por grandes equipas na Argélia, nem teve uma boa formação, pelo menos do ponto de vista futebolística. No entanto é uma verdadeira força da natureza. É daqueles jogadores que contagia os adeptos, com toda a sua garra, a sua vontade, e toda a sua simplicidade e humildade. Pode não ter muita técnica, nem velocidade. Mas é um lutador, nunca dá o jogo como perdido, e aliando estas características com um jogo de cabeça fenomenal, o Sporting tem aqui uma verdadeira Arma Mortífera.

Até à bem pouco tempo era um perfeito desconhecido de praticamente todos os Portugueses. E quanto chegou, até foi apelidado de tosco, e muitos disseram que não tinha nível para jogar no Sporting. Mais, o seu colega de selecção, Ghilas até era dos jogadores mais preferidos pelos adeptos para reforçar a equipa de Alvalade.

No entanto, Slimani tem calado tudo e todos. Se ao inicio, demorou a convencer, agora já não engana. Bem tinha ele razão em pedir oportunidades, e que acreditava que poderia ser titular neste Sporting, mesmo quanto tinha 1 ou 2 golos marcados, contra os 13 que Montero levava. Desde então, já marcou 9 golos em 24 partidas (7 no campeonato e 2 nas taças), sendo que conta apenas 925 minutos de jogo e leva de momento 4 jogos seguidos a marcar. Mas os seus golos tem sido importantíssimos. E mais que os golos, a sua atitude em campo tem sido fulcral para o Sporting conseguir reunir os pontos suficiente para neste momento ser 2º classificado com uma vantagem de 5 pontos para o Porto. Luta como ninguém, deixa tudo em campo, vai sempre à procura da bola, não se esconde do jogo, e mesmo com os seus defeitos, tem sido ele a trazer as vitórias.

Se no inicio da época foi Montero a "carregar" o Sporting às costas com os seus golos, neste momento tem sido Slimani e os seus cabeceamentos a manter o Sporting no 2º lugar da tabela. E tal como o futebol actualmente apresentado pelo Sporting, apesar de não ser nada de especial, tem sido eficaz, e o suficiente para ir somando golos e triunfos. Fica aqui o merecido elogio a Slimani por todo o seu trabalho e entrega.

E com isto, o Sporting, está cada vez mais próxima da entrada directa na Liga dos Campeões. E se o Benfica escorrega hoje com o Nacional....... Sonhar ainda não paga imposto.
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Quando pobre vê esmola a mais, desconfia.

Há muito que Pedro Proença faz parte do imaginário português, não por ser o melhor árbitro nacional, não por já ter sido o melhor árbitro do mundo, não por ter apitado importantíssimas finais da FIFA e da UEFA, mas obviamente pelo seu alegado benfiquismo.

Em Portugal é muito difícil compreender que é muito difícil ser imparcial no mundo do futebol, é muito natural que cada um tenha as suas preferências. O tempo dos árbitros do Oriental, ou do Atlético acabou, há que assumir com frontalidade a nossa cor. Infelizmente isso vai levar a que se seja muito mais escrutinado nos jogos do nosso clube, tentando apanhar todo e qualquer benefício a ele atribuído.

Pedro Proença nunca teve esse problema aliás, padece do problema inverso. Pedro Proença prejudica invariavelmente o Benfica, muitas vezes de forma tão óbvia que nos leva a suspeitar do grau de inocência de cada decisão. A maioria das vezes o beneficiado é o Porto.

Pedro Proença, conhecido Dragão de ouro tem o hábito de ser o 12º jogador portista, daí o espanto pela arbitragem no Sporting-Porto de ontem, onde validou um golo em claro fora de jogo ao Sporting, e perdoou um penalti (com aparente expulsão do Cédric) a favor do Porto.

Olhando pela rama, parece uma inversão de valores, mas isso é apenas o que aparenta. Pedro Proença apenas se limitou a manter o Porto e todos os seus adeptos na luta pelo campeonato, não pela vitória do Porto, que a todos parece claro que este anos seria necessário muito mais que os usuais empurrõezinhos para lá chegarem, mas pela sua perda por parte do Benfica.

Ao invés de dificultar a vida a dois candidatos, e dessa forma dar alguma margem de erro ao Benfica, eis que Pedro Proença, mais uma vez, fez o que pôde para lhes conseguir tirar o título.

Desenganem-se, Pedro Proença não é portista, é apenas anti-benfiquista.
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10 de março de 2014

Devolvam o espectáculo aos jogadores...



No desporto em geral, e no futebol em particular, os atletas são os grandes artistas do espectáculo. São eles que encantam a plateia, com os seus malabarismos e jogadas geniais. São por eles que o pública grita, e são eles que enchem os sonhos de milhões de jovens que querem seguir as pisadas dos seus ídolos. No entanto, e muito infelizmente, nem sempre isso se verifica. Certos jogos têm como artista principal o senhor o apito.. Vestido de preto, ou amarelo fluorescente, como que desde logo a querer chamar a atenção para ele.

Ora, este fim de semana, deu-se mais um destes espectáculos infelizes num jogo da Primeira Liga portuguesa. E nos últimos anos não têm sido poucos. Vitória Setúbal contra Sporting, um jogo que prometia ser bastante interessante:
  • De um lado, tínhamos frente a frente os dois candidatos que mais votos reuniram nas ultimas eleições presidenciais no Sporting. Bruno de Carvalho, o vencedor, no banco do Sporting, como é costume, e José Couceiro, derrotado nas eleições e agora treinador do Vitória.
  • O Sporting, com algumas vitórias sofridas nas ultimas jornadas, encontra-se numa fase menos boa enquanto que o Vitória tem estado em grande a jogar em casa, sendo que a sua ultima derrota foi contra o Benfica, em Dezembro de 2013. Portanto adivinhava-se um jogo complicado para o Sporting.
  • Dois irmãos, ambos formados no Sporting, apresentavam-se como rivais. João Mário, emprestado ao Setúbal, e Wilson Eduardo, a fazer a sua primeira época na equipa principal de Alvalade iriam-se defrontar em campo
Estes ingredientes chegavam e sobravam para termos um jogo interessante, como os primeiros minutos demonstraram. O Vitória entrou mais forte, e criou mesmo mais perigo que o Sporting. Mas a partir da meia hora, tudo descambou. O senhor de amarelo chamou a si os holofotes e começou o seu festival de erros.. estragando assim um jogo que estava a ser bastante interessante. Foi o caos total. E no final, mais do que prejudicar esta ou aquela equipa, quem saiu a perder foi o próprio futebol e o espectáculo em si. Nem sequer pode se dizer que foi um daqueles jogos difíceis de apitar. Os jogadores não estavam a ser demasiado duros. Não houve rodinhas, nem pressões no arbitro. Foi tudo incompetência. 

Como querem que se discuta a magia do futebol, quando senhores como este, fazem exibições destas? É preciso mais competência na arbitragem em Portugal. Eu gostava de poder estar aqui a escrever um artigo sobre as belas exibições de alguns jovens em ascensão, como Ricardo Horta, avançado do Setúbal de apenas 19 anos que ontem fez o que quis da defesa do Sporting e ia marcando ainda um golão. Mas não consigo. Depois de tudo o que se passou, não consigo deixar de ficar indignado e expressar esta revolta. É preciso acabar com isto o mais rápido possível. Devolvam o espectáculo aos jogadores...




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9 de março de 2014

Atropelo e fuga terá "bonfim"?


Domingo em grande, com os três grandes em ação.

Ainda com o sol a raiar iniciaram-se as partidas que envolviam os dois primeiros classificados da tabela, ambos com tarefas complicadas. Mais tarde, e com tarefa teoricamente mais fácil, o Porto regressava aos jogos da primeira liga após o desaire de Guimarães e na ressaca do despedimento de Paulo Fonseca.

Com Luís Castro a estrear-se ao comando do Porto, os azuis e brancos despacharam o Arouca por expressivos 4-1. Resulto enganador para o que se passou em campo. O Porto abriu o ativo por Quaresma na conversão de uma grande penalidade (começa a ser imagem de marca!) tendo ampliado para 2-0 por Carlos Eduardo. Ainda no primeiro tempo, Rui Sampaio reduziu para 2-1 e devolveu incerteza ao marcador. Ao mesmo tempo reavivaram-se fantasmas sobre a equipa que nem (mais) uma grande penalidade - desperdiçada incrivelmente por Quaresma - conseguiu afastar. Na segunda parte a exibição do Porto deixou muito a desejar e, após oportunidades nas duas balizas e já próximo do final da partida, Quaresma (primeiro) e Jackson Martinez (depois) selaram o resultado final.

Antes do jogo do Dragão já o Sporting (com a surpresa de Montero no banco) deixara dois pontos em Setúbal. Jogo muito polémico em que dos quatro golos só um não é duvidoso (a bola de Slimani que resulta no 1-0 parece não entrar na baliza), já que todos os outros parecem irregulares (por fora de jogo de Rafel Martins ou inexistência de falta para marcação de grande penalidade nos lances que originaram os golos de Adrien Silva e Ricardo Horta). Já antes um golo limpo foi invalidado a Adrien Silva. No meio de tanta polémica (que fará correr tinta ao longo da semana) fica a clara sensação de que o Sporting não fez tudo o que devia para conquistar os três pontos, num campo e contra um adversário que já se sabia seria muito difícil.

Ao mesmo tempo o Benfica despachou o Estoril (sensação da Liga) por duas bolas a zero, com Luisão e Rodrigo a assinarem os golos. Com o Estádio da Luz a apresentar uma excelente casa (mais de 56 mil espetadores) - com adeptos muito animados - o Benfica cedo mostrou ao que vinha e assinalou uma excelente exibição perante um Estoril com muita bola e poucas ideias. O Benfica desperdiçou várias ocasiões e só um golo mal anulado a Lima impediu que o marcador atingisse números mais expressivos.

Com estes resultados o Benfica é (ainda) líder, alargando para 7 pontos a diferença pontual para o Sporting e mantendo os 9 pontos de avanço para o Porto.
Um boa exibição, "atropelando" a sensação do campeonato e fugindo ao perseguidor mais direto. Será que este ano o jogo com o Estoril marcará o início de um "bonfim"? Ainda é cedo para responder e cá estaremos para ver o que as últimas jornadas nos reservam, sendo que a próxima acena já com apetitosos (e decisivos?) Sporting-Porto e Nacional-Benfica!

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7 de março de 2014

22.ª jornada à lupa

Estádio da Luz recebe jogo grande da 22.ª jornada
A 22.ª jornada da Liga Zona Sagres arranca esta noite, às 20h00, com um Rio Ave - Académica. Um encontro que, em caso de vitória dos vilacondenses representará a garantia da permanência no escalão máximo do futebol nacional.

Mas os grandes aperitivos desta ronda estão reservados para domingo, quando os três grandes entrarem em campo. Dragão (às 19h15) e Luz (às 17h00) serão os alvos das principais atrações. No Porto espera-se com ansiedade o resultado da chicotada psicológica que afastou Paulo Fonseca do comando e colocou no leme Luís Castro.

Pela frente o campeão nacional vai ter o Arouca de Pedro Emanuel, que deverá ser presa fácil e poderá servir para reabilitar a moral de um Dragão ferido. A equipa de Arouca tem uma missão difícil pela frente, mas a verdade é que começam a faltar-lhe jornadas para assegurar a permanência no escalão principal em ano de estreia.

O prato principal da jornada será servido na Luz. Frente a frente 1.º e 4.º classificado. O Benfica de Jorge Jesus vai receber o surpreendente Estoril (39 pontos, 11 vitórias, 6 empates, 4 derrotas). O líder isolado do campeonato tem pela frente um adversário complicado que esta época já roubou cinco pontos ao FC Porto (2 no António Coimbra da Mota e 3 no Dragão) e dois ao Sporting (0-0 no António Coimbra da Mota).

Estoril que surgirá na Luz não só motivado por mais uma excelente prestação no campeonato, mas também pelos rumores que dão como certo o treinador Marco Silva no FC Porto a partir da próxima época. O jovem treinador não quererá, com toda a certeza, deixar os seus créditos por mãos alheias e tudo irá fazer para que os seus pupilos voltem a dar uma excelente réplica aos encarnados.

O Sporting, por seu turno, desloca-se a Setúbal para defrontar o Vitória local, procurando dar continuidade aos bons resultados e tentar a aproximação ao líder, que jogará à mesma hora (17h00). Leonardo Jardim tem uma grande dor de cabeça para gerir já que Heldon e Maurício podem falhar o clássico da próxima jornada se virem amarelo em Setúbal.

Nos restantes jogos, o Braga recebe amanhã o Nacional, enquanto o Belenenses se desloca a Olhão. O Paços de Ferreira - Gil Vicente é o outro jogo agendado para domingo, enquanto o Marítimo - Guimarães (20h00) encerra a jornada 22 na segunda-feira.

À partida para esta jornada a classificação está assim:
PosClubeJVEDPts.
1Benfica21164152
2Sporting21145247
3Porto21134443
4Estoril21116439
5Nacional21810334
6V. Guimarães2193930
7Braga21831027
8Marítimo2176827
9Académica2176827
10V. Setúbal21741025
11Rio Ave21651023
12Gil Vicente21641122
13Arouca21471019
14Belenenses21371116
15Olhanense21441316
16P. Ferreira21441316

Deixamos, de seguida, os jogos, horários e transmissões televisivas da jornada.

JORNADA 22
RIO AVE07/MAR
20H00
SPORTTV
ACADÉMICA
BRAGA08/MAR
20H15
SPORTTV
NACIONAL
OLHANENSE09/MAR
16H00
BELENENSES
P. FERREIRA09/MAR
16H00
GIL VICENTE
BENFICA09/MAR
17H00
BENFICA TV
ESTORIL
V. SETÚBAL09/MAR
17H00
SPORTTV
SPORTING
PORTO09/MAR
19H15
SPORTTV
AROUCA
MARÍTIMO10/MAR
20H00
SPORTTV
V. GUIMARÃES
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5 de março de 2014

O fim de Paulo Fonseca: balanço e razões para o fracasso

Chega ao fim a aventura de Paulo Fonseca no FC Porto, tendo sido confirmada hoje à CMVM a rescisão do contrato. Luís Castro, até então treinador da equipa B dos dragões, fica interinamente no comando.


É altura de fazermos um balanço ao percurso no FC Porto, do treinador sensação da época passada.

Paulo Fonseca chega ao campeão nacional em Junho do ano passado. O percurso começa carregado de ambições e com o embalo de uma sensacional época no Paços de Ferreira, que culminou no 3º lugar e na melhor época da história dos “castores”. Apesar do êxito, Fonseca tinha no seu currículo apenas uma época no principal escalão nacional e uma inerente inexperiência.


O percurso de Paulo Fonseca:


Liga Zon Sagres:
13 vitórias
4 empates
4 derrotas

Supertaça de Portugal:
1 vitória

Liga dos Campeões Europeus:
1 vitória
2 empates
3 derrotas

Liga Europa:
2 empates

Taça de Portugal:
4 vitórias

Taça da Liga:
2 vitórias
1 empate

Total:
21 vitórias (57% do total de jogos)
9 empates
7 derrotas


Fonseca até começa a época com a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira e uma bela exibição. Seguem-se 4 vitórias na Liga Portuguesa e a única vitória Europeia, perante o Austria de Viena. Curiosamente é no reduto do Estoril que começa o ciclo de maus resultados, ao qual se seguem sucessivos desaires Europeus com os comandados de Fonseca a não conseguirem historicamente ganhar um único jogo, no Estádio do Dragão. O FC Porto era eliminado da Liga dos Campeões sem brilho e com apenas 5 pontos, os mesmos do Austria de Viena que apenas permitia que os portistas seguissem para a Liga Europa pelo confronto direto.


Fonseca “ganha algum oxigénio” ao vencer o Sporting CP no Dragão, mas as exibições mal conseguidas e os erros defensivos sucedem-se. Os dois médios defensivos que Fonseca implementa geram polémica e o treinador vai alterando sucessivamente o 11 inicial. Quintero, que tinha ganho algum protagonismo no inicio da temporada, vai caindo para fora do lote dos convocados. Defour, Kelvin e mesmo Otamendi acabam fora das escolhas. O último destes acaba mesmo transferido para o Valência.


Depois do empate contra o Nacional e derrota contra a Académica em Novembro, Janeiro e Fevereiro são o fim de Paulo Fonseca. Com a eliminação da Liga dos Campeões, o FC Porto é derrotado na Luz perante uma superioridade clara do rival Benfica. Segue-se a derrota na Madeira contra o Marítimo, a derrota contra o Estoril no Estádio do Dragão (no qual o Porto não perdia para a Liga à 5 anos) e o último empate em Guimarães. Pelo meio, o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa é conseguido, após empate a duas bolas no Dragão, apenas nos instantes finais do jogo de Frankfurt.


Durante todo este período o técnico não conseguiu criar um estilo de jogo próprio, segurar uma defesa que nos anos transatos era uma muralha chave do sucesso do clube, escalar as capacidades dos seus jogadores (exemplos são Quintero, Kelvin, Josué, Ricardo ou até um desinspirado Jackson Martinez)  e unir um grupo que várias vezes pareceu estar afastado do treinador. Num ingrato balanço final aos números, Fonseca acaba por conseguir vencer apenas 57% do total de jogos, número claramente insuficiente para um clube habituado sistematicamente a ganhar.


Um ciclo que após vários pedidos de demissão e uma inoperância total nas conferências de imprensa chega hoje, 5 de Março de 2014, ao inevitável fim.

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