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11 de agosto de 2014

Supertaça Cândido de Oliveira 2014

Disputou-se ontem mais uma Supertaça Cândido de Oliveira, desta vez opondo Rio Ave ao Benfica.

O Rio Ave vinha dum jogo enorme nas fases de apuramento para a Liga Europa, jogos motivadores, mas desgastantes, já o Benfica vinha acabadinho de sair duma das piores pré-épocas da sua história. Nunca um favorito parecia tão tremido como este ano. A ambição vilacondense era real e tangível, podiam mesmo ganhar, no entanto apareceu um Benfica transfigurado.


 A entrada de Enzo veio dar qualidade à posse de bola, a de Luisão (e Jardel, já agora) veio dar estabilidade defensiva. Dos buracos da pré-época sobrava Artur na baliza e o substituto de Rodrigo, que acabou por ser Talisca.

A equipa vilacondense pareceu entrar cansada, mas essencialmente surpreendida por um Benfica dominador, com trocas rápidas de bola, qualidade na posse, pelo menos em 3/4 do campo. No último quarto é que residia o problema.

Os avançados estavam muito bem marcados, Marcelo chegou a ser imperial. Na fase final de construção Tarantini tirava tempo aos benfiquistas para pensar, mas era curto para uma equipa. Gaitan fez o que quis do lateral, do outro lado Sálvio e Maxi aplicaram o mesmo remédio, mas a bola teimava em não chegar aos avançados.

Lima nunca conseguiu ser uma referência, Talisca nunca pareceu ser avançado, mas mesmo assim as situações de ataque á baliza (nem sempre ocasiões claras de golo) foram-se sucedendo, após combinações ofensivas interessantes. Há que dizer que se jogou bonito, talvez demais, parecendo o tempo do Artur Jorge.

Chegou o intervalo com a clara sensação que era uma questão de tempo até o Benfica chegar ao golo, ou mesmo golos, dada a inoperância ofensiva do Rio Ave.

O segundo tempo foi um bocado diferente, o Rio Ave (até com as alterações feitas) surge mais ofensivo, se bem que sem causar perigo real, o Benfica jogou de forma mais mastigada e menos objectiva, mas ainda assim criando algum perigo efectivo. Ou Marcelo, ou Cássio ou um qualquer defesa em cima da linha foram salvando o golo que parecia inevitável, mas que nunca chegou. O Benfica foi ficando cansado e muito menos eficaz.

No prolongamento a toada continuou, mas num vislumbre de tragicomédia o Rio Ave quase marca num "momento João Pinto" de Jardel, que ao minuto 118 faz um corte para a trave de forma a não ceder canto. Seria um golpe rude e nada merecido, diga-se.

Nas grandes penalidades Artur, que havia tremido durante todo o encontro, tornou-se o herói da partida. Continua a não ser guarda redes de clube grande, mas já valeu um trofeu.

Na minha modesta opinião o jogador do encontro seria Marcelo, central vilacondense imperial durante toda a partida.

Arbitragem pouco em foco, com algumas mãos duvidosas na área, mas ainda assim positiva.
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10 de julho de 2014

Benfica 2014/2015

Dos três grandes será certamente o Benfica que parte para o início da nova época envolto em mais indefinições com o plantel. Este facto começa a tornar-se tradição em cada novo defeso, provocando constantemente problemas cardíacos a cada um dos seus adeptos.



Duma equipa campeã, vencedora da Taça e Taça da Liga, finalista da Liga Europa notam-se já algumas perdas trabalhosas, a começar por Oblak que parecia ir ter mais uma época relegado para um papel secundário e de repente volta a demonstrar o seu fundo mercenário de pessoa sem valores não comparecendo, novamente, para o início dos trabalhos. Fala-se de Forster ou Belec. Forster é um nome consensual, um grande guarda-redes inglês, internacional, que certamente entraria directo na equipa, Belec não mostrou muito em Portugal, e embora mais barato não oferece tantas garantias como o primeiro. O caso é bicudo, porque restam Artur e Paulo Lopes (se não se reformar).

Na defesa saem Siqueira para entrar Djavan e Benito, ambos diferentes de Siqueira e qualquer um deles sem aparentar estaleca suficiente para pegar de estaca.
Garay será sempre difícil de substituir, embora já cá estivesse Lizandro Lopez, também pré-seleccionado para a Argentina, que aparenta ser um central de grande qualidade. Chegou também o brasileiro César para somar a Jardel.
Chegou também o Luis Felipe, eterno amor de Jesus, para a lateral direita que certamente tirará espaço a Cancelo se Maxi acabar, como se prevê, por não sair.

No meio saem André Gomes e Fejsa estará lesionado até ao Natal. Depois de falhadas as contratações de Cristante e e Gerhardt a única entrada para este sector mais recuado será a de Pawel Dawidowicz, aparentemente para a equipa B, mas que poderá ter uma promoção inesperada.

Fariña, que pessoalmente não conheço, parece ter a aprovação de Jesus para uma eventual adaptação ao papel de Enzo, que tem a saída mais que anunciada. Metade das invenções de Jesus funciona, talvez esta seja mais uma delas.

Mais para a frente fala-se de Talisca e Victor Andrade. Nenhum deles aparenta ser um Rodrigo, mas talvez mais parecidos com Djuricic, jogador que nunca conseguiu encaixar no sistema de Jesus, mesmo que pontualmente demonstrasse possuir talento acima da média.

Nas alas entra Candeias, Pizzi e John para, até agora, nenhuma saída. Esta confusão de extremos pode vir a causar problemas futuros na gestão de egos. As entradas parecem não acrescentar qualidade imediata. Quer Candeias quer Pizzi têm valor, mas dificilmente roubarão o lugar a Salvio ou a Gaitan, que no final de grandes novelas acaba sempre por ficar no clube. Aparentemente sairá Markovic. Espero que por uma boa quantia. Os negócios têm sempre que ser feitos.

Para a frente volta a faltar a substituição de Rodrigo depois de muitas contratações falhadas. Derley pode surpreender após uma boa época no Marítimo, mas o mais certo é não o conseguir fazer. Funes Mori também já saiu por empréstimo e é agora um problema temporariamente resolvido. Sobram Jara e Nélson Oliveira. O segundo uma eterna promessa, que parece não ter caido no goto de Jesus, já Jara, depois de alguns empréstimos na Argentina parece regressar em força. Será este o seu ano?

Por fim a novela Jesus, que está no último ano de contrato, e nunca se sabe o que lhe irá passar pela cabeça. Com o coração encostado à boca por vezes cai no ridículo manchando a sua imagem e a do clube. Aparentemente isso não diminuiu a sua imagem nos mercados periféricos, como França ou Itália ou mesmo perante o Presidente.

O Benfica parte como favorito, até por ser o campeão em título, mas esta época não deverá ter a vida facilitada.
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21 de abril de 2014

O título de Luís Filipe Vieira

26 de Maio de 2013. Hora: Cerca das 19h00.

O Estádio do Jamor era palco do último tombo encarnado. Depois do ajoelhar de Jesus no Dragão, da machadada na euforia em Amesterdão. Três títulos a fugir aos encarnados nos últimos minutos de jogo no espaço de 15 dias. Este com uma agravante: a discussão, feia, perto da agressão, entre Cardozo e Jorge Jesus.

Nesse dia, e nos dias que se seguiram, soaram os alarmes no Estádio da Luz, dispararam as acusações e traçou-se um destino: o tempo de Jorge Jesus à frente do plantel do Benfica tinha acabado. Era impossível alguém que tivera tudo na mão, tudo deixar fugir.

Porém, indiferente à polémica, indiferente às pressões, indiferente às derrotas um homem deu um murro na mesa e disse "Não". Praticamente contra tudo e contra todos, Luís Filipe Vieira assumiu na plenitude o papel de chefe máximo da tribo encarnada e alertou: Jesus fica.

Muitos dos históricos encarnados e administradores, dirigentes, adeptos, afiaram as facas e "garantiram" que Jesus não terminava a época seguinte. As garras saltam de fora logo no arranque do campeonato. Benfica perde na Madeira com o Marítimo (2-1), empata em Alvalade (1-1) e empata na Luz com o Belenenses (1-1).

Há sexta jornada os encarnados estão já a cinco pontos do líder FC Porto e na Luz volta a soar o grito "Jesus tem de sair". Mais uma vez, quase contra o universo benfiquista, Luís Filipe Vieira volta a dizer "Não" e a segurar o seu treinador.

O virar do campeonato terá começado semanas mais tarde, com o empate do FC Porto em Belém. Uma exibição pobre, pouco conseguida, sem aquele fulgor que quase sempre se via nos campeões nacionais. Nesse fim-de-semana, em Coimbra, o Benfica vencia por 3-0 e aproximava-se do líder, colado ao Sporting.
Na jornada seguinte os encarnados ganham em casa ao Braga enquanto o FC Porto volta a perder pontos. Desta feita em casa, com o Nacional.

Paralelamente a esta corrida de trás para a frente, o Benfica fazia um percurso tímido na Champions. Depois da vitória em casa com o Anderlecht, os encarnados perdiam em Paris, empatavam em casa com o Olympiacos, perdia de seguida na Grécia e via os 16-avos-de-final mais longe, enquanto a porta da Liga Europa se abria de novo.

No meio de tudo isto, e com um plantel mais equilibrado do que o do ano anterior, o treinador do presidente mostrava uma gestão de plantel como há muito não se via e, aproveitando os deslizes dos adversários começa a caminhar para o título. Vira a metade do campeonato na frente, depois de vencer na Luz os azuis e brancos. Apura-se para as meias finais da Taça de Portugal, da Taça da Liga e garante, por fim, uma presença nas meias da Liga Europa.

Ontem, na Luz, o Benfica "fecha" o campeonato. Com sete pontos de avanço para o Sporting. 18 de avanço para o FC Porto (menos um jogo). Os encarnados sagram-se campeões com tantos pontos de avanço para o terceiro classificado, como os que a Olhanense (16.º) tem de atraso para o 6.º classificado (Marítimo).

Se o título ontem conquistado é mérito da preserverança de Jorge Jesus, não é menos fruto da teimosia e da crença de Luís Filipe Vieira. Porque ele foi, desde início, (praticamente) o único que acreditou no treinador que ele escolheu e ele segurou.

Mesmo que Jorge Jesus não ganhe mais nada esta época (e pode ganhar tanto ou mais títulos do que aqueles que poderia ter ganho a época passada), Luís Filipe Vieira já ganhou a sua aposta.
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17 de abril de 2014

Formar Para Ganhar

A formação no futebol, é um tema que poderia ser mais abordado na comunicação social. Sobre a formação, podemos enumerar as suas vantagens, como uma possível garantia da qualidade nas selecções nacionais, ou que é uma forma de evitar a contratação de dezenas de estrangeiros (muitos deles desconhecidos) para um plantel. Por outro lado, também podemos referir que é uma política que nem sempre traz retorno financeiro e que poderá demorar a ser bem-sucedida, o que leva as equipas a optarem por outros caminhos.

Em Portugal, foi da academia do Sporting que saíram alguns dos melhores jogadores do nosso país. Se o Sporting os aproveitou da melhor maneira, ou se deles conseguiu bons encaixes financeiros, a conversa já é outra. Actualmente, e fruto do investimento na formação, as camadas jovens do Benfica têm dado que falar, seja pelos bons resultados obtidos, seja pela grande presença nas convocatórias nacionais.
No entanto, a transição de júnior para sénior (embora as equipas B atenuem esse efeito), continua a ser o problema para muitos jovens desportistas. Uns perdem-se em empréstimos sucessivos, outros arruínam praticamente as suas carreiras através de (maus) empresários, outros não aguentam a mudança de ritmo e de pressão.

No campeonato nacional, temos assistido a uma maior aposta das equipas nas camadas jovens, ou em jogadores no seu 1º/2º ano de sénior. Veja-se a boa carreira do Vitória de Setúbal, onde se têm destacado jogadores como João Mário ou Ricardo Horta.
Em relação ao futuro dos três grandes, o Sporting parece ser o que irá continuar a apostar forte na formação, o que poderá permitir ao clube encaixar bons encaixes financeiros e diminuir o fosso para Porto e Benfica. Em meio ano, conseguiram potenciar e lucrar com o Bruma e o Ilori, e neste ano, William e Mané seguem o mesmo caminho. Quanto ao Benfica, é provável que pouco a pouco vá apostando nos seus jovens, mas não é algo que aconteça de uma época para outra. Já o Porto, e tendo em conta o passado recente do clube, não é muito expectável vermos um jovem produto da formação na equipa principal.

Poderá uma equipa ganhar títulos só apostando na formação, ou tem de juntar a ela experiência e jovens com talento de outros países? Até que ponto é rentável apostar na formação?
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5 de abril de 2014

O peso morto.

Óscar Cardozo foi sempre mal amado na Luz, prosseguindo a tradição de avançados que resolvem jogos, mas não conquistam adeptos. O Benfica é pródigo nestes casos, provavelmente porque se quer tudo.
Cardozo foi sempre sinónimo dum número elevado e constante de golos, inclusive quando foi relegado para o banco pelo Quique, e mesmo nessa época foi o melhor marcador da equipa. A relação amor-ódio não tem apenas um sentido, o próprio Cardozo foi criando uns episódios para alimentar essa fogueira.
Luís Filipe Vieira  sempre o conseguiu segurar, mesmo com propostas de transferência vantajosas, acreditando que, mesmo sem ser unânime entre os adeptos e mesmo dentro da equipa técnica, seria um jogador insubstituível. Depois do episódio da Taça, deste Verão quente e da batalha ganha contra o treinador, esperava-se uma época cinzenta, mas eis que Cardozo entra novamente na equipa e parece afinar a máquina que até ao momento não engrenava. Entra com golos e objectividade ao futebol benfiquista.
A lesão e as alternativas.
Até à lesão na taça, o Benfica nunca fora obrigado a jogar sem ele. Podia ficar no banco, mas entraria em caso de necessidade, ou no jogo seguinte. Perante o cenário duma lesão prolongada Jesus viu-se obrigado a olhar para o banco onde apenas tinha Lima numa época desinspirada e  Rodrigo que já não era o mesmo desde a entrado do Bruno Alves.
Muda-se pouco, mas muda-se.
Obrigado a mudar, Jesus dá retoques pontuais na dinâmica. A equipa deixa de jogar apenas para Cardozo. A ovelha negra, de repente, torna-se o jogador favorito dos adeptos e teme-se pelo pior. Suspeitas infundadas. A equipa começa a jogar à bola. Rodrigo engrena, Markovic tem mais jogadores com quem combinar, o próprio Gaitán vê-se com mais opções de definição de jogada, Enzo pode partilhar a responsabilidade do transporte de bola.

Mas e a finalização? Até agora tem funcionado bem. O Benfica deixou de ter um finalizador nato, não há uma referência, mas os jogadores mais avançados parecem estar a entender-se bastante bem. Um marca, outro assiste, um assiste, outro batalha, ... o que é certo é que a equipa está melhor.

O regresso do rei.
 
Com o regresso de Cardozo podia gerar-se um problema para JJ. A equipa funcionava, mas a decisão de deixar no banco o melhor marcador e finalizador não é fácil. A entrada na equipa foi progressiva, a rotação do plantel ajudou, mas algo de importante já havia mudado, o ADN da equipa.
 
Durante a sua lesão a equipa aprendeu a jogar sem Cardozo, o que se nota agora perfeitamente após o seu regresso. A equipa procura alguém que se movimente e Cardozo nunca esteve para isso. Não faz pressão ofensiva, nunca está onde a equipa quer.
 
Os jogadores terão novamente que se adaptar, mas parece que nunca como antigamente.
 
É agora confrangedor olhar para o campo e ver que há um jogador completamente deslocado da equipa, sozinho e abandonado.
 
Parece que estão agora, finalmente, reunidas as condições para que faça a grande transferência que sempre sonhou, para um grande europeu como o Krasnodar ou o Sivasspor. Algo desse género.
 
O que será agora de Cardozo?

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27 de março de 2014

Crónica duma derrota anunciada.

Ontem jogou-se mais um Porto-Benfica. Este ano dá-se a raridade do Benfica partir como favorito para estes clássicos, mas Jorge Jesus faz o trabalho de os equilibrar. Jogar com alguns suplentes é uma estratégia com poucas desvantagens, se perdes é porque jogaste com a equipa B, se ganhas acabas por dar uma humilhaçãozinha ao adversário.
 
Jesus tem-se salvaguardado na opção pelo campeonato para fazer esta rotação, diz que aprendeu, no entanto todo e qualquer adepto do Benfica deve lembrar-se que este já era o discurso da época passada, e mesmo de há duas épocas. Olhando mais a fundo, a própria rotação é um decalque da época passada, pois já aí era feita com esta falta de parcimónia. Esta época nota-se mais uma ou outra embirraçãozinha que ditará certamente mais alguns dissabores. Maxi começa a ficar estoirado e a distribuir pancada, mas Jesus implicou com o André Almeida depois das suas declarações sobre o comboio para o Mundial, para piorar deixou de ser agenciado pelo propalado superempresário Jorge Mendes que foi a gota de água que fez transbordar o copo. Esta época não voltará a calçar, possivelmente poderá nem voltar a calçar com Jesus, com prejuízo óbvio para o Benfica e para a rotatividade da lateral direita. Não há descanso para os centrais, que têm jogado praticamente todos os jogos. A rotatividade do meio tem-se limitado a apenas um jogador, excepto por impossibilidade de Fejsa.
 
Ainda há algum campeonato para jogar, e ontem já se notou que, querendo fazer descansar jogadores, há muito por onde melhorar.
 
Luís Castro, de interino a principal?
 
Sou um admirador das capacidades e estilo de Luís Castro. Para ser honesto só comecei a seguir o seu trabalho esta época com a equipa B, mas impressionou-me pelo discurso e pela forma como colocou uma equipa aparentemente frágil a jogar à bola como gente grande. Não esperava que tivesse este teste de fogo, mas quem o esperava no início da época?
 
Luís Castro é um treinador à Porto. Bem falante, auto-confiante, inteligente. Sabe quem manda na casa, não inventa. Tem uma enorme capacidade motivacional e é rato na forma como arma as equipas. Neste momento apenas a popularidade joga contra ele, pois Pinto da Costa está, agora podemos dizê-lo com menos dúvidas, em fase descendente da carreira e pode tentar, pelo populismo, ir buscar o Marco Silva, o treinador que os portistas desejam, ganhando mais algum tempo de calma como presidente. Vamos ver.
 
O que é certo é que o Porto está novamente a jogar à bola. Voltou à fórmula clássica de apenas um trinco e dois médios completos, tem agora um criativo nas alas (Quaresma), para dar aquele toquezinho de classe que faltava anteriormente, e mal Jackson volte ao que era, provavelmente o Porto também passará a outro patamar futebolístico.

Ontem dominaram o jogo por completo. A rotatividade do Benfica não resultou bem, mas não explica tudo. Amorim tem aquele estilo de veludo, que o torna mais permeável em jogos rasgadinhos como o de ontem, e o Fejsa sozinho tem tendência a se encostar mais aos centrais. Ontem viu-se muito isso. Ninguém caiu na sua área, Amorim não foi incisivo na pressão, Fejsa baixa a linha e fica na zona de ninguém.

No ataque notou-se o medito do Salvio, que até começou bem, mas mal levou uma entrada mais dura (salvo erro do Herrera) encolheu-se até ser substituído. Custa-me a imaginar o Suleimanj dos 16M, Cardozo está completamente fora de forma.

O Porto não tem culpa disso e fez o seu trabalho. Pressão alta e rápida, tirou bola ao Benfica e fez o seu jogo. A espaços o Benfica ainda tentou aparecer, mas de forma inconsequente. Um cabeceamento à baliza como cartão de visita é claramente pouco. Podiam ter perdido por mais.

Se o jogo fosse a sério seria muito equilibrado, e fico à espera do jogo do Campeonato, onde espero um enorme espectáculo com as duas equipas a jogar na máxima força.

Que ganhe o melhor!
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18 de março de 2014

Fejsa e a estabilidade defensiva.

Fui um dos muitos a dizer que Fejsa não era jogador para o Benfica, um de muitos comprados por atacado, incapaz de dar dois toques seguidos na bola, ou fazer um passe em condições.

Os equívocos tácticos de Jesus no início da época reforçaram essa opinião, a expectável falta de entrosamento com Enzo tiraram-me as dúvidas da altura.

Quando o Matic partiu, vi nessa saída um problema para o Benfica apenas comparável à partida do Moutinho para o Mónaco. Felizmente o novo desenho táctico que JJ tirou da gaveta veio mostrar que os receios eram completamente infundados.


 Com Fejsa o Benfica ganha uma estabilidade defensiva diferente da que tinha com Matic. É certo que Fejsa não é o mesmo jogador que Matic é, e mesmo quando comparado com Javi fico com a sensação que o tipo de futebol não é igual.

Com a entrada de Rúben Amorim para trinco esta segunda fiquei com a certeza que a manobra defensiva da equipa se torna muito menos sólida. Fejsa joga como trinco quando a equipa se encontra em manobra defensiva organizada, mas cai para 3º central sempre que esta é apanhada de surpresa. Raramente corre algum risco ofensivo, o que dá alguma tranquilidade aos laterais para subir, inclusivamente os dois ao mesmo tempo (coisa que observo com frequência superior ao desejável neste Benfica), permitindo a um central compensar a lateral sem criar um buraco no meio, como aconteceu no segundo golo do Nacional.

Enzo é a peça chave desta alteração. Agora aparece muito mais em jogo, tornando-o o pilar da manobra ofensiva benfiquista. Marcá-lo só a si pode tornar-se redutor e perigoso, já que do meio para a frente ainda há Markovic, Gaitan ou Rodrigo, jogadores capazes de desequilibrar apenas por si. A perda dum jogador numa marcação individual, pode ser o suficiente para perder alguma estabilidade defensiva, daí ser raro alguém tomar essa opção.

A dupla Amorim-Enzo é tecnicamente impressionante. Amorim com uma capacidade de passe fantástica, Enzo um transportador de jogo por excelência, mas defensivamente é mais macia, e tem dificuldades de luta em meios mais duros.

Este 442 de Jesus vive de equilíbrios  muito trabalhados onde nada pode falhar. Jogar apenas com dois jogadores no meio é viver no risco, mas jogadores como Fejsa tornam a convivência com esse mesmo risco muito menos arriscada.
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14 de março de 2014

Os pecados de Jesus

Jorge Jesus tende, de tempos a tempos, a agir de forma pouco pensada, deixando cair sobre si o manto do ridículo. Foi assim em Outubro de 2009 quando, no Estádio da Luz, decidiu "presentear" o técnico do Nacional Manuel Machado com quatro dedos, logo a seguir ao quarto golo encarnado (Benfica viria a ganhar por 6-1). Um gesto que, para lá da discussão em campo, deu fama à expressão de Manuel Machado: "Para mim, na vida, um vintém é um vintém, um cretino é um cretino".

Ontem, em  White Hart Lane, o técnico do Benfica voltou a não resistir às provocações aos técnicos adversários. Primeiro com uma dança pouco bonita aquando do golo de Rodrigo. Em alguns vídeos que circulam já no YouTube é possível ver os adjuntos Raúl José e Minervino Pietra a gritar "Oh Jorge! Oh Jorge", procurando travar o gesto pouco bonito do técnico principal.

Mais tarde, já depois de o Tottenham reduzir para 1-2, surgiu aquela que foi a situação mais grave nos bancos de suplentes, na provocação ao banco do Tottenham, acenando com três dedos logo depois de Luisão elevar o marcador para 1-3.

O Benfica não precisa destes gestos e Jorge Jesus muito menos. Não lhe ficam bem, mostram "falta de classe" como bem referiu Tim Sherwood e, acima de tudo, acabam sempre a manchar a imagem de treinador fora-de-série que o técnico muitas vezes quer puxar para si. Sobretudo quanto é conhecido que o treinador pretende dar o "salto" para o estrangeiro e, mais concretamente, para Inglaterra, país pouco tolerante com este tipo de bizarrias.

A mancha é ainda maior e mais difícil de apagar quando, mais tarde, Jorge Jesus apresenta a justificação na conferência de imprensa após o jogo: "Estava a dizer ‘Luisão, number 3'".

Para lá da pouca seriedade deste tipo de gestos, Jorge Jesus corre ainda o risco de ver a UEFA instaurar um processo disciplinar à conduta do técnico. Certo é, para já, o treinador do Benfica deixou um novo "amigo" em Londres.

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13 de março de 2014

Liga Europa - Oitavos de Final



Vem ai mais uma ronda da Liga Europa. Jogam-se os Oitavos de Final, com vários jogos dignos da Final, final essa que se irá disputar no Estádio da Juventus, que poderá assim jogar a final em casa, depois de ter sido regalada pelo Galatasaray para a Liga Europa.

Mas será que as equipas estão realmente interessadas na Liga Europa? Jorge Jesus na conferência de imprensa antes do jogo com o Tottenham, disse que o seu foco era o Campeonato. Na eliminatória passada aproveitou e poupou alguns dos seus titulares. O mesmo se verifica com a maioria das outras equipas. Nápoles e Fiorentina lutam pelo acesso à Liga dos Campeões em Itália, e o mesmo se passa com o Tottenham na Liga Inglesa. Mas porque é que as equipas não dão tanta importância à Liga Europa? Ou apenas aproveitam os jogos com equipas supostamente mais fracas para dar algum descanso aos seus jogadores e com os serviços mínimos garantir o acesso às fases seguintes?

Com alguns jogos bastante interessantes já nesta eliminatória, veremos que estratégia terão os treinadores. Para já, fica aqui a aposta de Toque Mágico para esta eliminatória:

Ludogorets Razgard - Valência
O Ludogorets está a ser uma das surpresas nesta Liga Europa., sendo que ainda não têm qualquer derrota! Na ronda anterior eliminaram a Lázio, e na fase de grupos deixou o PSV e Dínamo de Zagreb de fora da Liga Europa. O Valência está a ter uma época complicada, mas conseguiram chegar com relativa facilidade à fase a eliminar, tendo derrotado o Dinami Kiev na ronda anterior. Posto isto, deverão ser dois jogos bastante renhidos, sendo que no final, a maior experiência do Valência irá superar o Ludogorets.
Aposta Vencedor: Valência

Basileia - Salzburgo
Aposta Vencedor: Salzburgo

Porto - Nápoles
Duas equipas que vieram da Liga dos Campeões e que dispensam apresentações. Porto não tem estado tão bem este ano, e o Nápoles, que se reforçou bem no Verão, está a fazer uma boa época, tendo ganho os seus 3 jogos da Champions em casa, frente ao Arsenal, Borussia e Marselha. Contudo isto não foi suficiente, e mesmo com 12 pontos, acabaram regalados para a Liga Europa. Com o Porto mais fraco dos últimos anos, e contra um Nápoles fortíssimo em casa, os Dragões não deverão ter grandes hipóteses nesta eliminatória, ainda para mais com um derby super decisivo a meio da eliminatória, em Alvalade, que poderá decidir o 2º classificado da Liga Portuguesa.
Aposta Vencedor: Nápoles

Sevilha - Bétis
Aposta Vencedor: Sevilha

AZ - Anzhi
Aposta Vencedor: AZ

Juventus - Fiorentina
Aposta Vencedor: Juventus

Tottenham - Benfica
O Benfica defronta a antiga equipa de André Vilas Boas, a qual não tem estado muito melhor desde a saída do treinador Português. O Benfica que conseguiu facilmente eliminar o PAOK na ronda anterior, ao contrário do Tottenham, que teve sérias dificuldades para eliminar o Dnipro. Contundo, é sempre uma equipa complicada, vai ser uma eliminatória bastante renhida, mas deverá pender para a equipa da Luz, que tem demonstrado bom futebol, principalmente a jogar no seu Estádio.
Aposta Vencedor: Benfica

Lyon - Plzen
Aposta Vencedor: Lyon

E vocês, quais as vossas apostas?



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9 de março de 2014

Atropelo e fuga terá "bonfim"?


Domingo em grande, com os três grandes em ação.

Ainda com o sol a raiar iniciaram-se as partidas que envolviam os dois primeiros classificados da tabela, ambos com tarefas complicadas. Mais tarde, e com tarefa teoricamente mais fácil, o Porto regressava aos jogos da primeira liga após o desaire de Guimarães e na ressaca do despedimento de Paulo Fonseca.

Com Luís Castro a estrear-se ao comando do Porto, os azuis e brancos despacharam o Arouca por expressivos 4-1. Resulto enganador para o que se passou em campo. O Porto abriu o ativo por Quaresma na conversão de uma grande penalidade (começa a ser imagem de marca!) tendo ampliado para 2-0 por Carlos Eduardo. Ainda no primeiro tempo, Rui Sampaio reduziu para 2-1 e devolveu incerteza ao marcador. Ao mesmo tempo reavivaram-se fantasmas sobre a equipa que nem (mais) uma grande penalidade - desperdiçada incrivelmente por Quaresma - conseguiu afastar. Na segunda parte a exibição do Porto deixou muito a desejar e, após oportunidades nas duas balizas e já próximo do final da partida, Quaresma (primeiro) e Jackson Martinez (depois) selaram o resultado final.

Antes do jogo do Dragão já o Sporting (com a surpresa de Montero no banco) deixara dois pontos em Setúbal. Jogo muito polémico em que dos quatro golos só um não é duvidoso (a bola de Slimani que resulta no 1-0 parece não entrar na baliza), já que todos os outros parecem irregulares (por fora de jogo de Rafel Martins ou inexistência de falta para marcação de grande penalidade nos lances que originaram os golos de Adrien Silva e Ricardo Horta). Já antes um golo limpo foi invalidado a Adrien Silva. No meio de tanta polémica (que fará correr tinta ao longo da semana) fica a clara sensação de que o Sporting não fez tudo o que devia para conquistar os três pontos, num campo e contra um adversário que já se sabia seria muito difícil.

Ao mesmo tempo o Benfica despachou o Estoril (sensação da Liga) por duas bolas a zero, com Luisão e Rodrigo a assinarem os golos. Com o Estádio da Luz a apresentar uma excelente casa (mais de 56 mil espetadores) - com adeptos muito animados - o Benfica cedo mostrou ao que vinha e assinalou uma excelente exibição perante um Estoril com muita bola e poucas ideias. O Benfica desperdiçou várias ocasiões e só um golo mal anulado a Lima impediu que o marcador atingisse números mais expressivos.

Com estes resultados o Benfica é (ainda) líder, alargando para 7 pontos a diferença pontual para o Sporting e mantendo os 9 pontos de avanço para o Porto.
Um boa exibição, "atropelando" a sensação do campeonato e fugindo ao perseguidor mais direto. Será que este ano o jogo com o Estoril marcará o início de um "bonfim"? Ainda é cedo para responder e cá estaremos para ver o que as últimas jornadas nos reservam, sendo que a próxima acena já com apetitosos (e decisivos?) Sporting-Porto e Nacional-Benfica!

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7 de março de 2014

22.ª jornada à lupa

Estádio da Luz recebe jogo grande da 22.ª jornada
A 22.ª jornada da Liga Zona Sagres arranca esta noite, às 20h00, com um Rio Ave - Académica. Um encontro que, em caso de vitória dos vilacondenses representará a garantia da permanência no escalão máximo do futebol nacional.

Mas os grandes aperitivos desta ronda estão reservados para domingo, quando os três grandes entrarem em campo. Dragão (às 19h15) e Luz (às 17h00) serão os alvos das principais atrações. No Porto espera-se com ansiedade o resultado da chicotada psicológica que afastou Paulo Fonseca do comando e colocou no leme Luís Castro.

Pela frente o campeão nacional vai ter o Arouca de Pedro Emanuel, que deverá ser presa fácil e poderá servir para reabilitar a moral de um Dragão ferido. A equipa de Arouca tem uma missão difícil pela frente, mas a verdade é que começam a faltar-lhe jornadas para assegurar a permanência no escalão principal em ano de estreia.

O prato principal da jornada será servido na Luz. Frente a frente 1.º e 4.º classificado. O Benfica de Jorge Jesus vai receber o surpreendente Estoril (39 pontos, 11 vitórias, 6 empates, 4 derrotas). O líder isolado do campeonato tem pela frente um adversário complicado que esta época já roubou cinco pontos ao FC Porto (2 no António Coimbra da Mota e 3 no Dragão) e dois ao Sporting (0-0 no António Coimbra da Mota).

Estoril que surgirá na Luz não só motivado por mais uma excelente prestação no campeonato, mas também pelos rumores que dão como certo o treinador Marco Silva no FC Porto a partir da próxima época. O jovem treinador não quererá, com toda a certeza, deixar os seus créditos por mãos alheias e tudo irá fazer para que os seus pupilos voltem a dar uma excelente réplica aos encarnados.

O Sporting, por seu turno, desloca-se a Setúbal para defrontar o Vitória local, procurando dar continuidade aos bons resultados e tentar a aproximação ao líder, que jogará à mesma hora (17h00). Leonardo Jardim tem uma grande dor de cabeça para gerir já que Heldon e Maurício podem falhar o clássico da próxima jornada se virem amarelo em Setúbal.

Nos restantes jogos, o Braga recebe amanhã o Nacional, enquanto o Belenenses se desloca a Olhão. O Paços de Ferreira - Gil Vicente é o outro jogo agendado para domingo, enquanto o Marítimo - Guimarães (20h00) encerra a jornada 22 na segunda-feira.

À partida para esta jornada a classificação está assim:
PosClubeJVEDPts.
1Benfica21164152
2Sporting21145247
3Porto21134443
4Estoril21116439
5Nacional21810334
6V. Guimarães2193930
7Braga21831027
8Marítimo2176827
9Académica2176827
10V. Setúbal21741025
11Rio Ave21651023
12Gil Vicente21641122
13Arouca21471019
14Belenenses21371116
15Olhanense21441316
16P. Ferreira21441316

Deixamos, de seguida, os jogos, horários e transmissões televisivas da jornada.

JORNADA 22
RIO AVE07/MAR
20H00
SPORTTV
ACADÉMICA
BRAGA08/MAR
20H15
SPORTTV
NACIONAL
OLHANENSE09/MAR
16H00
BELENENSES
P. FERREIRA09/MAR
16H00
GIL VICENTE
BENFICA09/MAR
17H00
BENFICA TV
ESTORIL
V. SETÚBAL09/MAR
17H00
SPORTTV
SPORTING
PORTO09/MAR
19H15
SPORTTV
AROUCA
MARÍTIMO10/MAR
20H00
SPORTTV
V. GUIMARÃES
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4 de março de 2014

Benfica em serviços mínimos com obra de arte argentina

O Benfica deslocou-se este domingo ao estádio do Restelo para defrontar o CF Os Belenenses. A equipa de Jorge Jesus sabia que independentemente do resultado acabaria sempre a jornada na liderança. Do outro lado Os Belenenses, que luta pela permanência, sabia já que o seu rival directo Paços de Ferreira tinha garantido os 3 pontos nesta jornada.

O SLBenfica entrou na partida a "todo o gás" tendo marcado o único golo do jogo logo aos 8 minutos, por Nico Gaitán, que com uma execução perfeita de um chapéu, fez um golo de belo efeito. O restante tempo da primeira parte foi inteiramente dominado pela equipa do Benfica mantendo um ritmo de jogo um pouco lento e desinteressante.

No segundo tempo, a entrada de Fredy e a palestra de Marco Paulo ao intervalo, trouxeram para campo uma nova postura da equipa do Beleneneses, contrapondo com o ritmo de jogo imposto pelo Benfica que cada vez era mais lento. Aos 71 minutos, os Belenenses através de Tiago Caeiro marca mesmo um golo legal mas invalidado pelo fiscal de linha por alegado fora de jogo. Até ao final do jogo, Fredy ainda foi expulso por protestos o que dificultou a tarefa do Belenenses, mas nem por isso o Benfica chegava com mais perigo à área de Matt Jones.

No final do jogo, ficou a impressão de que o S.L.Benfica estava muito fatigado devido à acumulação de jogos num curto espaço de tempo e também uma autoconfiança que poderia ter valido uma perda de 2 pontos no Restelo, não fosse o erro do fiscal de linha.

A equipa do Belenenses deu uma boa réplica de si e mostrou ter qualidade para se manter na I Liga Portuguesa.
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