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17 de agosto de 2014

Porto 2014/2015

O FC Porto parece ter percebido o que correu mal na época passada, e o que podia inverter no imediato para se tornar mais sólido no futuro.

A estrutura do Porto, e da generalidade dos clubes portugueses, baseia a sua competitividade e crescimento na compra barata e na venda cara. Durante muito tempo foram reis e senhores neste campo, praticamente abandonando a formação, granjeando  reputação internacional, com os jogadores contratados a ficaram com a clara esperança de saída rápida par um clube maior.

As novas regras de fair-play financeiro e a diminuição geral de receitas na Europa vieram prejudicar o arranjinho. Agora nem Portugal é tão atractivo como anteriormente era, nem os clubes médios/grandes de outras ligas europeias procuram comprar o jogador já feito, optando cada vez mais por também formar jogadores. Isto veio prejudicar duplamente o Porto, que perdeu alguns dos clubes compradores, e ganhou competidores na prospecção.

Para convencer jogadores há que lhes dar algo que lhes leve a crer que será melhor jogar em Portugal que numa liga maior. Qual foi a solução portuense? Lopetegui.

Outro treinador sem credenciais e experiência? Talvez, mas com muitos contactos, com muitos conhecimentos, e já com muitas horas de trabalho com quem se espera serem as futuras estrelas da selecção espanhola. É provável que algumas das contratações actuais apenas se devam à presença deste treinador, e apenas por isso Pinto da Costa parece ter voltado a acertar em cheio.


Para a baliza entram Ricardo e o primeiro de seis espanhóis, Andrés Fernández. Fabiano parecia o natural sucessor de Hélton, mas o final da época passada mostrou que nem toda a massa adepta tinha a mesma opinião. As contratações parecem não ter definido uma hierarquia, e assim parece continuar. Fabiano estará sempre a olhar por cima do ombro, pois qualquer um dos colegas parece ter argumentos para segurar a baliza, pelo menos até se ter a certeza que Hélton não volta.

No centro da defesa sai Mangala por uma batelada de guito e Abdolaye, que nunca convenceu, entram Indi e Marcano. À primeira vista parece que o Porto ficou a perder, mas a recuperação de Maicon, o talento que parece ter Indi e a segurança que se reconhece a Marcano parece que chegam para elevar a qualidade da defesa, especialmente porque finalmente se encontraram alternativas a Danilo (Opare) e Alex Sandro (Ángel) para aliviar a carga de jogos que ambos tiveram na época passada. Parecem seguros para suplentes, mas não alternativas imediatas para a titularidade. Ainda há Reyes, mas não sei por quanto tempo.

No meio sai Fernando, pilar da equipa, sendo substituído por Casemiro... ou por Rubén Neves, totalmente desconhecido este júnior que sai da formação directamente para os AA e faz uma pré-época entusiasmante com sequência no primeiro jogo oficial da temporada. Seja qual for a opção, à primeira vista parece que o clube pode ficar tranquilo, havendo mesmo a oportunidade de valorizar um activo da casa, ao invés dum emprestado, que ainda torna a substituição mais interessante. Defour já partiu, mas parece nunca ter feito falta. Herrera fez um grande mundial, e parece que é desta que finalmente se encontrou o substituto de Moutinho. Mais ofensivos temos Quintero e Óliver, sendo que a preferência do treinador parece recair no espanhol, se bem que Carlos Eduardo também tem dado boas indicações, e ainda há Evandro que pode entrar na equipa sem comprometer.

Nas alas aparecem Tello, Brahimi, Quaresma e Sami, num quadro que parece o oposto da época passada. As soluções são muitas e boas, havendo ainda Adrán que também pode descair numa das alas ao mesmo tempo que parece ser o suplente natural de Jackson. Suplente caro, mas mesmo assim parece ser o jogador mais desenquadrado da equipa.

Assim, depois duma boa pré-época, com bons resultados e futebol agradável o Porto, que se vê na posição pouco habitual de não defender o título nacional, parte com enormes esperanças na sua reconquista. Uma equipa jovem e recheada de soluções para todas as posições parece ser rastilho suficiente para alimentar essa chama. Agora resta esperar e ver se toda a teoria dá certo, pois boa parece mesmo que é.
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14 de agosto de 2014

O "Happy One" tem o plantel que quer!

Em declarações à imprensa inglesa, José Mourinho não escondeu as suas emoções quando falou da sua equipa para esta época.

Mostrou-se radiante com as contratações realizadas este ano (Felipe Luis, Cesc Fàbregas e Diego Costa) e disse mesmo que poderá ter uma equipa para ser campeã durante alguns anos.

«Temos o plantel que queremos. É o plantel para amanhã, para a próxima época e tem grandes possibilidades de ser para os próximos cinco ou 10 anos, visto que temos tantos jogadores jovens. Gosto muitos dos jogadores que tenho ao meu dispor», afirmou o "happy one".

«Nenhum treinador no Mundo poderá dizer que o seu plantel é perfeito ou que não tem espaço para melhorar. A única coisa que posso dizer é que gosto muito do meu. O clube fez um trabalho fantástico ao garantir os três reforços que queria. Um lateral esquerdo, um médio e um avançado.»

O Chelsea vai tentar recuperar o título que lhe foge desde a época de 2009/2010
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Rojo:Clube vs Fundo

A Doyen Sports, fundo que colocou Marcos Rojo no Sporting, lançou um comunicado, esta quarta-feira, em que responde a Bruno de Carvalho, presidente do emblema de Alvalade que deixou ataques a este tipo de empresas, na última noite, em entrevista à Sporting TV
«A Doyen não interfere, nunca interferiu nem pretende interferir em nenhum clube nem na tomada de qualquer decisão. Os contratos da empresa são transparentes, claros e, contrariamente a outros concorrentes, defendem a total independência dos clubes na tomada de decisões», explica a Doyen no comunicado onde recorda o apoio financeiro que tem dado ao clube do leão.
«Sem a intervenção da Doyen, através do financiamento, o Marcos Rojo não seria jogador do Sporting. Mas mais ainda, em simultâneo realizámos outras operações com o Sporting entre as quais um empréstimo ocasional para o clube poder fazer face às dificuldades de tesouraria que tinha no momento;»
A Doyen deixa ainda um aviso a Bruno de Carvalho: «Queremos deixar claro que não hesitaremos em usar todos os recursos legais ao nosso dispor para defender integralmente todos os nossos interesses e direitos».

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11 de agosto de 2014

Supertaça Cândido de Oliveira 2014

Disputou-se ontem mais uma Supertaça Cândido de Oliveira, desta vez opondo Rio Ave ao Benfica.

O Rio Ave vinha dum jogo enorme nas fases de apuramento para a Liga Europa, jogos motivadores, mas desgastantes, já o Benfica vinha acabadinho de sair duma das piores pré-épocas da sua história. Nunca um favorito parecia tão tremido como este ano. A ambição vilacondense era real e tangível, podiam mesmo ganhar, no entanto apareceu um Benfica transfigurado.


 A entrada de Enzo veio dar qualidade à posse de bola, a de Luisão (e Jardel, já agora) veio dar estabilidade defensiva. Dos buracos da pré-época sobrava Artur na baliza e o substituto de Rodrigo, que acabou por ser Talisca.

A equipa vilacondense pareceu entrar cansada, mas essencialmente surpreendida por um Benfica dominador, com trocas rápidas de bola, qualidade na posse, pelo menos em 3/4 do campo. No último quarto é que residia o problema.

Os avançados estavam muito bem marcados, Marcelo chegou a ser imperial. Na fase final de construção Tarantini tirava tempo aos benfiquistas para pensar, mas era curto para uma equipa. Gaitan fez o que quis do lateral, do outro lado Sálvio e Maxi aplicaram o mesmo remédio, mas a bola teimava em não chegar aos avançados.

Lima nunca conseguiu ser uma referência, Talisca nunca pareceu ser avançado, mas mesmo assim as situações de ataque á baliza (nem sempre ocasiões claras de golo) foram-se sucedendo, após combinações ofensivas interessantes. Há que dizer que se jogou bonito, talvez demais, parecendo o tempo do Artur Jorge.

Chegou o intervalo com a clara sensação que era uma questão de tempo até o Benfica chegar ao golo, ou mesmo golos, dada a inoperância ofensiva do Rio Ave.

O segundo tempo foi um bocado diferente, o Rio Ave (até com as alterações feitas) surge mais ofensivo, se bem que sem causar perigo real, o Benfica jogou de forma mais mastigada e menos objectiva, mas ainda assim criando algum perigo efectivo. Ou Marcelo, ou Cássio ou um qualquer defesa em cima da linha foram salvando o golo que parecia inevitável, mas que nunca chegou. O Benfica foi ficando cansado e muito menos eficaz.

No prolongamento a toada continuou, mas num vislumbre de tragicomédia o Rio Ave quase marca num "momento João Pinto" de Jardel, que ao minuto 118 faz um corte para a trave de forma a não ceder canto. Seria um golpe rude e nada merecido, diga-se.

Nas grandes penalidades Artur, que havia tremido durante todo o encontro, tornou-se o herói da partida. Continua a não ser guarda redes de clube grande, mas já valeu um trofeu.

Na minha modesta opinião o jogador do encontro seria Marcelo, central vilacondense imperial durante toda a partida.

Arbitragem pouco em foco, com algumas mãos duvidosas na área, mas ainda assim positiva.
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5 de agosto de 2014

Sporting 2014/2015

O Sporting perde esta temporada o epíteto de outsider entrando directamente no rol de candidatos ao título. Com a fama de ter um plantel eternamente jovem, isso começa a não ser inteiramente verdade, já que a equipa entra a passos largos em fase de maturação.

Neste momento, e correndo o risco desta análise se tornar completamente desactualizada (como a do Benfica), se tentasse formular um 11 titular para o Sporting corria o sério risco de não colocar qualquer reforço na equipa, já que os novos jogadores aparecem para suprir eventuais saídas ou reforçar algumas posições em papeis teoricamente secundários, criando alternativas para o incremento esperado de jogos durante esta época.

Numa análise superficial e pouco honesta, este facto poderia tornar-se um corta entusiasmo, mas na realidade não o foi, já que está claramente visível que a equipa parte com a motivação em alta, tem jogado bonito, organizado e de forma consistente, empolgando-se e também aos adeptos. Isto parece muito bonito quando estamos de fora, mas parece que o Presidente Bruno de Carvalho tem acertado nas acções (embora por vezes exagere nos discurso), algo que o clube desesperadamente precisava. Surpreendeu-me um pouco pelo investimento feito, algo contra-natura com o passado recente, pois parece ter retirado espaço a algumas alternativas, no mínimo, interessantes que lentamente surgem na equipa B do clube, estando inclusive neste momento com saldo negativo nas transferências (relembro que William ainda permanece no plantel, e as alternativas à sua saída já estão contratadas).
 
Começando a análise mais específica pelo treinador, parece-me que BdC acertou em cheio. Marco Silva veio manter a estrutura da equipa, alterando ligeiramente o estilo de jogo para um futebol mais ofensivo e lateralizado, mais jogo na linha, jogadas mais rápidas, jogo mais fluído. O discurso é coerente, ambicioso e sem cair no populismo fácil. Começa aqui a sua prova de fogo, pode neste capítulo da sua carreira definir todo o seu futuro.
 
Na baliza não há qualquer alteração, e nesta fase da janela de transferência não vislumbro hipótese de grande negócio, pelo que aparentemente Patrício se manterá dono e senhor da baliza verde. Mesmo saindo Patrício, Boeck tem tudo para fazer uma época tranquila, mas já seria necessária uma incursão no mercado para encontrar uma alternativa.
 
Na defesa entram Paulo Oliveira, Naby Sarr (e não Nabiçá como insistentemente pronunciam o seu nome na comunicação social) e quiçá Rabia, que também pode dar uma perninha a trinco fazendo o papel de Dier que optou por partir para terras de senhora Majestade.  A eventual saída de Rojo está acautelada. Se Rojo sair, pelo menos numa fase inicial, a qualidade defensiva será certamente menor, mas o potencial de evolução de todos os jogadores chegará certamente para rapidamente encurtar diferenças. Noto também a aparente falta de alternativas para as defesas laterais, que agora parecem destinadas a abrir espaços a jogadores da equipa B.
 
No meio há a entrada de dois nomes sonantes, Rosel, trinco com a escola do Barcelona, um jogador equilibrado, posicional, muito competente, aparentemente um clone (com a devida distância) de William, contratado para o substituir em caso de necessidade, e especialmente Gauld o jovem escocês com um toque de bola entusiasmante, que todos esperam que seja capaz de gradualmente mostrar todo o potencial que todos lhe reconhecem. Ter sido a contratação mais cara do clube pode não o ajudar, especialmente não se vislumbrando entrada directa no 11, mas se tiver vontade, paciência e cabecinha, deverá ser uma questão de tempo até entrar na equipa (com tempo não digo que seja esta época). Slavchev nunca me pareceu um jogador capaz de tirar Adrien ou André Martins da equipa inicial, mas com o acumular de jogos pode desempenhar um papel importante na rotação de equipa. Shikabala aparece com esperança de ter um papel mais importante na equipa, mas o seu posicionamento em campo remete mais para jogos em que seja necessária alguma alteração táctica, não me parece que passe de suplente utilizado esporadicamente.
 
No ataque entra o surpreendente Tanaka, que neste momento começa a dar dores de cabeça ao treinador pela excelente pré-época que está a efectuar para fazer concorrência à nova coqueluche da massa associativa, Slimani, que há uma época atrás ninguém esperava ver no papel que desempenha hoje. Montero aparece remetido para um papel secundário, ultrapassado pelo argelino, no entanto ainda há a duvida acerca da continuidade de Slimani. BdC não parece interessado em o deixar sair, pois há a hipótese real do clube encurtar etapas e montar uma séria candidatura ao título, filme em que Slimani desempenharia certamente papel principal. Nas alas mantém-se tudo igual, com a eterna venda Capel a manter-se e aparentemente como titular, um renovado Carrilho muito mais consistente e o explosivo Mané que procura afirmar-se definitivamente esta temporada.
 
São justas as expectativas criadas pela massa adepta do clube. Parafraseando o mítico Paulo Bento, este Sporting está forte, e não me surpreenderia ver uma entrada de rompante na liga. Fruto de planeamento antecipado, não precisa de andar a correr atrás de nada, ou a construir equipas. Está tudo feito e nada se inventa. Será desta?
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10 de julho de 2014

Benfica 2014/2015

Dos três grandes será certamente o Benfica que parte para o início da nova época envolto em mais indefinições com o plantel. Este facto começa a tornar-se tradição em cada novo defeso, provocando constantemente problemas cardíacos a cada um dos seus adeptos.



Duma equipa campeã, vencedora da Taça e Taça da Liga, finalista da Liga Europa notam-se já algumas perdas trabalhosas, a começar por Oblak que parecia ir ter mais uma época relegado para um papel secundário e de repente volta a demonstrar o seu fundo mercenário de pessoa sem valores não comparecendo, novamente, para o início dos trabalhos. Fala-se de Forster ou Belec. Forster é um nome consensual, um grande guarda-redes inglês, internacional, que certamente entraria directo na equipa, Belec não mostrou muito em Portugal, e embora mais barato não oferece tantas garantias como o primeiro. O caso é bicudo, porque restam Artur e Paulo Lopes (se não se reformar).

Na defesa saem Siqueira para entrar Djavan e Benito, ambos diferentes de Siqueira e qualquer um deles sem aparentar estaleca suficiente para pegar de estaca.
Garay será sempre difícil de substituir, embora já cá estivesse Lizandro Lopez, também pré-seleccionado para a Argentina, que aparenta ser um central de grande qualidade. Chegou também o brasileiro César para somar a Jardel.
Chegou também o Luis Felipe, eterno amor de Jesus, para a lateral direita que certamente tirará espaço a Cancelo se Maxi acabar, como se prevê, por não sair.

No meio saem André Gomes e Fejsa estará lesionado até ao Natal. Depois de falhadas as contratações de Cristante e e Gerhardt a única entrada para este sector mais recuado será a de Pawel Dawidowicz, aparentemente para a equipa B, mas que poderá ter uma promoção inesperada.

Fariña, que pessoalmente não conheço, parece ter a aprovação de Jesus para uma eventual adaptação ao papel de Enzo, que tem a saída mais que anunciada. Metade das invenções de Jesus funciona, talvez esta seja mais uma delas.

Mais para a frente fala-se de Talisca e Victor Andrade. Nenhum deles aparenta ser um Rodrigo, mas talvez mais parecidos com Djuricic, jogador que nunca conseguiu encaixar no sistema de Jesus, mesmo que pontualmente demonstrasse possuir talento acima da média.

Nas alas entra Candeias, Pizzi e John para, até agora, nenhuma saída. Esta confusão de extremos pode vir a causar problemas futuros na gestão de egos. As entradas parecem não acrescentar qualidade imediata. Quer Candeias quer Pizzi têm valor, mas dificilmente roubarão o lugar a Salvio ou a Gaitan, que no final de grandes novelas acaba sempre por ficar no clube. Aparentemente sairá Markovic. Espero que por uma boa quantia. Os negócios têm sempre que ser feitos.

Para a frente volta a faltar a substituição de Rodrigo depois de muitas contratações falhadas. Derley pode surpreender após uma boa época no Marítimo, mas o mais certo é não o conseguir fazer. Funes Mori também já saiu por empréstimo e é agora um problema temporariamente resolvido. Sobram Jara e Nélson Oliveira. O segundo uma eterna promessa, que parece não ter caido no goto de Jesus, já Jara, depois de alguns empréstimos na Argentina parece regressar em força. Será este o seu ano?

Por fim a novela Jesus, que está no último ano de contrato, e nunca se sabe o que lhe irá passar pela cabeça. Com o coração encostado à boca por vezes cai no ridículo manchando a sua imagem e a do clube. Aparentemente isso não diminuiu a sua imagem nos mercados periféricos, como França ou Itália ou mesmo perante o Presidente.

O Benfica parte como favorito, até por ser o campeão em título, mas esta época não deverá ter a vida facilitada.
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26 de maio de 2014

Vencedor da Champions League.

Disputou-se este sábado a final da Liga dos Campeões num jogo que opôs um lobo com pele de cordeiro, e um lobo vestido de smoking. Após uma época impressionante do Atlético, havia uma boa franja adeptos de futebol que gostariam que levasse o troféu. Aquele futebol de raça, como numa permanente luta de David contra Golias é muito interessante, mas preza-se a grandes correrias e desgaste, e isso notou-se neste jogo. O "mítico" Casillas pode ser o menino querido dos adeptos, mas no que toca a regularidade não é, nem de perto, dos melhores e por pouco não ofereceu a Taça aos rivais de Madrid.

Num futebol algo individualizado, que se nota ainda mais quando Modric apaga, o Real foi paulatinamente superiorizando-se ao Atlético, e a partir do minuto 70 já toda a gente esperava um golo. Surgiu nos descontos, podia ter surgido antes. Com este cenário de estoicismo cada vez mais me parece que foi o egoísmo de Diego Costa, que privou a equipa duma substituição logo aos 9 minutos com a sua brincadeirinha, que tirou a Taça aos seus colegas.

O Real foi um justo vencedor. No prolongamento nas pernas que já tinham acabado há 20 minutos, juntaram-se à fé que acabou com o golo de Sérgio Ramos e tudo se desmoronou.

Parabéns ao vencedor.


No entanto tenho para mim que o verdadeiro vencedor da Champions foi um português de nome Jorge Mendes. O superagente agenciava não mais que 8 atletas (se não me esqueço de ninguém). Di Maria, Pepe, Coentrão e Ronaldo do lado do Real, Tiago, Diego Costa, Adrian Lopez e Miranda do lado do Atlético. Quase uma equipa inteira nas mãos do mesmo agente. O Real Ter gajo ainda deixa o nosso Ronaldo na poule para nova bola de ouro, e ainda nem houve o campeonato do mundo. Que grande jackpot.

Quando se fala à boca pequena da sua influência na construção de planteis, eis que esta montra mostra a qualidade do seu portfólio. Dum lado meninos de gala, do outro guerreiros insaciáveis, ambos duma qualidade ímpar.
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21 de maio de 2014

A Liga ainda não terminou.

Com o campeonato quase a terminar (falta apenas a segunda mão do play-off de subida/descida entre o Paços e o Aves) deixo aqui um brevíssimo resumo de como vi cada uma das equipas esta época.

Benfica

Mau início de época, após uma pré-época mal conseguida. Todos vaticinaram a saída do treinador, mas contra todo o mundo Luís Filipe Vieira segurou Jorge Jesus com os resultados que agora se conhecem. Com um estilo de jogo menos fulgurante, mas mais consistente, a equipa não encontrou adversário interno, conseguiu rodar a equipa (como em épocas anteriores) e mesmo assim ir ganhando. Acabou a época em sofrimento, algo que já foi visível no final da Liga Europa, e gritante na final da Taça de Portugal. Fica na história ao ser a primeira equipa a conquistar 3 competições internas (a Supertaça não costuma ser contabilizada por ser jogo único, mas quem quiser pode contá-la, não faço disto um cavalo de batalha). Um ano para ficar na história do clube.

Sporting

Iniciam a época como underdogs, mas sem que ninguém se aperceba vão conquistando o seu espaço e consolidando o seu jogo. Apenas atingiram um dos seus objectivos, a entrada directa na Liga dos Campeões, mas a eliminação precoce das restantes competições pode ter sido o tónico para a caminhada muito positiva na Liga. Jardim foi parte importante no processo, com algumas decisões corajosas, mas essencialmente há que enaltecer o presidente Bruno Carvalho, que aparenta querer recolocar o Sporting no caminho correcto. No final da época perdeu-se algum do fulgor inicial, algo que pessoalmente não percebo, pois esperava que fosse nesse forcing final que iriam fazer alguma sombra ao Benfica, com muito mais minutos nas pernas. A equipa foi claramente suficiente para consumo interno, sem invenções ou grandes protagonismos individuais (William Carvalho foi a excepção, sendo para mim o melhor jogador deste campeonato com alguma folga), mas com um colectivo a funcionar excepcionalmente.

Porto

Alguns erros na concepção do plantel minaram o trabalho à partida. A falta de alternativas para a defesa lateral, a ausência de extremos rápidos e tecnicamente evoluídos, e um meio campo claramente inferior ao habitual do histórico recente do clube fizeram com que os adeptos não iniciassem o campeonato com a confiança habitual. A mudança do treinador fez o resto. O facto de ser o Porto resolve metade dos problemas, mas esta época foram tantos, e tantas as decisões duvidosas que pouco houve a fazer. A época arrastou-se entre exibições medianas ou simplesmente fracas, com pouca ligação entre sectores, pouco espírito de grupo, pouca garra e vontade de vencer. A partir de certo ponto apenas se esperava pelo final do campeonato, e quanto mais rápido chegasse, melhor.

Estoril

Mais uma época a grande nível, com Marco Silva a mostrar que é treinador para outros voos. Um grupo sólido, com futebol agradável e de tendência ofensiva tornou o Estoril a confirmação deste campeonato. Uma participação europeia sem brilho, mas também sem envergonhar as cores do clube, que teve o mérito de não se deixar deslumbrar por essa conquista. No último jogo do campeonato tinha mais 10 jogos das pernas que o seu adversário, e o melhor que consigo dizer é que não se notou. Alguns valores individuais poderão dar um salto para outros clubes, mas a verdadeira força da equipa foi o colectivo.

Nacional

Quase sem se dar por eles eis que chegam à qualificação europeia. Superiormente trabalhados por Manuel Machado, o Nacional pecou por alguma inconsistência, perdendo pontos onde não se esperava inicialmente, e ganhando outros que eventualmente não estariam nas contas. O aparentemente folgado 5º lugar não foi assim tão simples de obter, começando de baixo para cima, a luta pela Europa esteve ao rubro até bem perto do final do campeonato, sendo o Nacional o clube com mais estofo no lote dos pretendentes, tendo ganho o lugar com mérito.

Marítimo

Olhando simplesmente ao plantel, podíamos esperar algo mais deste Marítimo. Era altura de alguns jogadores passarem de promessas a certezas e isso nunca aconteceu. Um clube vive de vendas, especialmente agora que o dinheiro do governo regional já não chega para tudo e mais umas botas. O mérito de meter a malta da B a render na equipa principal não foi tão evidente esta época, o que associado a algumas contratações menos conseguidas e o aparente desgaste do relacionamento do treinador com os jogadores fez o resto. Considerando tudo isto, acho que a classificação final se adequa ao mérito do clube.

Setúbal

Forte candidato à descida de divisão, acaba a época num excelente 7º lugar, superando qualquer expectativa. Couceiro teve o toque de Midas, valorizando imensos jogadores, acertando nas contratações e empréstimos e, mais que tudo isso, metendo a equipa a jogar à bola de forma alegre e ofensiva. Carregados de malta nova, que certamente trarão muitas alegrias ao clube, fica aqui já o meu voto de surpresa da época.

Académica

A minha Briosa ficou algo aquém das minhas expectativas iniciais, mas olhando a planteis e orçamentos ficou enfeixada no grupo a que realmente pertencia. Com uma solidez defensiva apreciável, pecou na dinâmica ofensiva. Podemos falar na história da manta, o próprio treinador foi pedindo mais meios, e começamos a imaginar outros voos para Sérgio Conceição. Espero que fique mais uma época no clube, que se deixe de comprar por atacado e que a próxima época seja ainda melhor. Vale que esta época não se ficou com o credo na boca até ao fim.

Braga

Um bonito banho de realidade. No futebol não se acerta sempre, embora alguns tenham o mérito de acertar muito mais. Esta vinha a ser a realidade do Braga, que esta época estoirou. Um plantel claramente inferior ao de épocas anteriores, onde eu não via grande potencial para voos maiores. Esta parece-me a classificação adequada a este Braga, não por demérito de qualquer treinador, mas porque apenas é o seu valor. Há muito trabalho a fazer nesta pré-época.

Guimarães

Rui Vitória faz milagres, mas nem tantos. Continuo a achar que o plantel do Vitória é fraquíssimo, com uma ou outra excepção pontual, e que  corre sérios riscos de se afundar se alguma coisa correr mal. Esta época houve vislumbres dessa realidade, se bem que acompanhados duma interessante campanha europeia. Para sobreviver há que continuar a realizar este trabalho, e esta época deu para ver que o treinador é um mágico que mantém tudo colado e a funcionar.

 Rio Ave

Quiçá pudesse fazer muito mais, mas a partir de certa altura focaram-se nas Taças, perdendo alguns pontos aparentemente acessíveis no campeonato. Nuno Espírito Santo fez um óptimo trabalho, mas também tinha óptimos jogadores, pelo menos bem melhores do que agora se faz crer. Uma equipa sólida, com nomes conhecidos do nosso campeonato, bem trabalhados, colectivamente empreendedora. Mesmo aceitando que a época foi memorável, tenho para mim que podiam ter feito bem melhor no campeonato. Na próxima época garantiram competições europeias e a presença em mais uma final.

Arouca
Uma surpresa agradável. Sobe de divisão e reforça-se de forma a ter um 11 interessante, mas pouco mais que isso. Um estilo de jogo pouco interessante, mas necessário dadas as características (ou armas) da equipa. Nunca pareceram estar no mesmo campeonato do Olhanense, p.e., mas eram claros candidatos à descida, e a época da equipa de Pedro Emanuel só pode ser considerado positivo.

Gil Vicente

Nova decepção. O Gil parece aquele clube que promete muito, mas chegando à hora da verdade nunca passa dessa mesma promessa. Alguns nomes interessantes, uma dinâmica de jogo interessante, no entanto sem grandes resultados práticos. Passam, por culpa própria, boa parte da época aflitos, quando podiam ter resolvido mais cedo a classificação final.  Em termos de classificação geral, olhando ao Guimarães, mais podia ter sido feito por João de Deus.

Belenenses

Para mim a incógnita inicial da época. Desde cedo me pareceram os companheiros naturais do Olhanense, mas lá foram pontuando aqui e ali, por vezes de forma surpreendente. Dado o seu historial, pode perfeitamente conseguir consolidar-se na Liga, especialmente se esta alargar mais um pouco, mas têm de fazer mais que isto. Primeiro que tudo meter todas as individualidades a contribuir para a equipa, algo que não foi muito visto esta época.

Paços

Ainda sem certezas sobre a permanência, é desde já a decepção da época. Passa do play-off  da Champions, para o play-off de descida. Impressionante. Foi feito um esforço pela direcção, providenciando alguns nomes conhecidos do meio futebolístico ao treinador, mas estes nunca pareceram muito motivados ou empenhados. A própria escolha de treinador mereceu críticas, mas agora parece consensual que estes não foram o problema da equipa. Iniciando em Costinha, passando por Calisto (o bombeiro do clube) e acabando em Jorge Costa, os jogadores sempre pareceram perdidos em campo, e pouco merecedores da camisola que vestiam. Terá sido o Paços maior que a perna? Talvez. Gostava que se mantivessem, mas se descerem pode ser que esta dose elevada de realidade volte a reorientar o clube nas suas políticas anteriores, tantas vezes elogiadas em vários programas televisivos.

Olhanense

Que espectáculo triste da vida real. Uma feira de vaidades, onde tudo correu mal, fruto também dum planeamento execrável, investimentos duvidosos, escolhas delirantes. Nem no CM consigo conceber este plano a funcionar. Abel Xavier? Cruzes canhoto. Jogadores sem estofo ou vontade, sem fio de jogo, sem projecto. Um clube à beira da falência que parece ter dado o passo final rumo ao abismo. Ou algo muda rápido, ou o clube terá sérias dificuldades apenas em existir.
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5 de abril de 2014

O peso morto.

Óscar Cardozo foi sempre mal amado na Luz, prosseguindo a tradição de avançados que resolvem jogos, mas não conquistam adeptos. O Benfica é pródigo nestes casos, provavelmente porque se quer tudo.
Cardozo foi sempre sinónimo dum número elevado e constante de golos, inclusive quando foi relegado para o banco pelo Quique, e mesmo nessa época foi o melhor marcador da equipa. A relação amor-ódio não tem apenas um sentido, o próprio Cardozo foi criando uns episódios para alimentar essa fogueira.
Luís Filipe Vieira  sempre o conseguiu segurar, mesmo com propostas de transferência vantajosas, acreditando que, mesmo sem ser unânime entre os adeptos e mesmo dentro da equipa técnica, seria um jogador insubstituível. Depois do episódio da Taça, deste Verão quente e da batalha ganha contra o treinador, esperava-se uma época cinzenta, mas eis que Cardozo entra novamente na equipa e parece afinar a máquina que até ao momento não engrenava. Entra com golos e objectividade ao futebol benfiquista.
A lesão e as alternativas.
Até à lesão na taça, o Benfica nunca fora obrigado a jogar sem ele. Podia ficar no banco, mas entraria em caso de necessidade, ou no jogo seguinte. Perante o cenário duma lesão prolongada Jesus viu-se obrigado a olhar para o banco onde apenas tinha Lima numa época desinspirada e  Rodrigo que já não era o mesmo desde a entrado do Bruno Alves.
Muda-se pouco, mas muda-se.
Obrigado a mudar, Jesus dá retoques pontuais na dinâmica. A equipa deixa de jogar apenas para Cardozo. A ovelha negra, de repente, torna-se o jogador favorito dos adeptos e teme-se pelo pior. Suspeitas infundadas. A equipa começa a jogar à bola. Rodrigo engrena, Markovic tem mais jogadores com quem combinar, o próprio Gaitán vê-se com mais opções de definição de jogada, Enzo pode partilhar a responsabilidade do transporte de bola.

Mas e a finalização? Até agora tem funcionado bem. O Benfica deixou de ter um finalizador nato, não há uma referência, mas os jogadores mais avançados parecem estar a entender-se bastante bem. Um marca, outro assiste, um assiste, outro batalha, ... o que é certo é que a equipa está melhor.

O regresso do rei.
 
Com o regresso de Cardozo podia gerar-se um problema para JJ. A equipa funcionava, mas a decisão de deixar no banco o melhor marcador e finalizador não é fácil. A entrada na equipa foi progressiva, a rotação do plantel ajudou, mas algo de importante já havia mudado, o ADN da equipa.
 
Durante a sua lesão a equipa aprendeu a jogar sem Cardozo, o que se nota agora perfeitamente após o seu regresso. A equipa procura alguém que se movimente e Cardozo nunca esteve para isso. Não faz pressão ofensiva, nunca está onde a equipa quer.
 
Os jogadores terão novamente que se adaptar, mas parece que nunca como antigamente.
 
É agora confrangedor olhar para o campo e ver que há um jogador completamente deslocado da equipa, sozinho e abandonado.
 
Parece que estão agora, finalmente, reunidas as condições para que faça a grande transferência que sempre sonhou, para um grande europeu como o Krasnodar ou o Sivasspor. Algo desse género.
 
O que será agora de Cardozo?

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27 de março de 2014

Crónica duma derrota anunciada.

Ontem jogou-se mais um Porto-Benfica. Este ano dá-se a raridade do Benfica partir como favorito para estes clássicos, mas Jorge Jesus faz o trabalho de os equilibrar. Jogar com alguns suplentes é uma estratégia com poucas desvantagens, se perdes é porque jogaste com a equipa B, se ganhas acabas por dar uma humilhaçãozinha ao adversário.
 
Jesus tem-se salvaguardado na opção pelo campeonato para fazer esta rotação, diz que aprendeu, no entanto todo e qualquer adepto do Benfica deve lembrar-se que este já era o discurso da época passada, e mesmo de há duas épocas. Olhando mais a fundo, a própria rotação é um decalque da época passada, pois já aí era feita com esta falta de parcimónia. Esta época nota-se mais uma ou outra embirraçãozinha que ditará certamente mais alguns dissabores. Maxi começa a ficar estoirado e a distribuir pancada, mas Jesus implicou com o André Almeida depois das suas declarações sobre o comboio para o Mundial, para piorar deixou de ser agenciado pelo propalado superempresário Jorge Mendes que foi a gota de água que fez transbordar o copo. Esta época não voltará a calçar, possivelmente poderá nem voltar a calçar com Jesus, com prejuízo óbvio para o Benfica e para a rotatividade da lateral direita. Não há descanso para os centrais, que têm jogado praticamente todos os jogos. A rotatividade do meio tem-se limitado a apenas um jogador, excepto por impossibilidade de Fejsa.
 
Ainda há algum campeonato para jogar, e ontem já se notou que, querendo fazer descansar jogadores, há muito por onde melhorar.
 
Luís Castro, de interino a principal?
 
Sou um admirador das capacidades e estilo de Luís Castro. Para ser honesto só comecei a seguir o seu trabalho esta época com a equipa B, mas impressionou-me pelo discurso e pela forma como colocou uma equipa aparentemente frágil a jogar à bola como gente grande. Não esperava que tivesse este teste de fogo, mas quem o esperava no início da época?
 
Luís Castro é um treinador à Porto. Bem falante, auto-confiante, inteligente. Sabe quem manda na casa, não inventa. Tem uma enorme capacidade motivacional e é rato na forma como arma as equipas. Neste momento apenas a popularidade joga contra ele, pois Pinto da Costa está, agora podemos dizê-lo com menos dúvidas, em fase descendente da carreira e pode tentar, pelo populismo, ir buscar o Marco Silva, o treinador que os portistas desejam, ganhando mais algum tempo de calma como presidente. Vamos ver.
 
O que é certo é que o Porto está novamente a jogar à bola. Voltou à fórmula clássica de apenas um trinco e dois médios completos, tem agora um criativo nas alas (Quaresma), para dar aquele toquezinho de classe que faltava anteriormente, e mal Jackson volte ao que era, provavelmente o Porto também passará a outro patamar futebolístico.

Ontem dominaram o jogo por completo. A rotatividade do Benfica não resultou bem, mas não explica tudo. Amorim tem aquele estilo de veludo, que o torna mais permeável em jogos rasgadinhos como o de ontem, e o Fejsa sozinho tem tendência a se encostar mais aos centrais. Ontem viu-se muito isso. Ninguém caiu na sua área, Amorim não foi incisivo na pressão, Fejsa baixa a linha e fica na zona de ninguém.

No ataque notou-se o medito do Salvio, que até começou bem, mas mal levou uma entrada mais dura (salvo erro do Herrera) encolheu-se até ser substituído. Custa-me a imaginar o Suleimanj dos 16M, Cardozo está completamente fora de forma.

O Porto não tem culpa disso e fez o seu trabalho. Pressão alta e rápida, tirou bola ao Benfica e fez o seu jogo. A espaços o Benfica ainda tentou aparecer, mas de forma inconsequente. Um cabeceamento à baliza como cartão de visita é claramente pouco. Podiam ter perdido por mais.

Se o jogo fosse a sério seria muito equilibrado, e fico à espera do jogo do Campeonato, onde espero um enorme espectáculo com as duas equipas a jogar na máxima força.

Que ganhe o melhor!
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