A formação no futebol, é um tema que poderia ser mais
abordado na comunicação social. Sobre a formação, podemos enumerar as suas
vantagens, como uma possível garantia da qualidade nas selecções nacionais, ou
que é uma forma de evitar a contratação de dezenas de estrangeiros (muitos
deles desconhecidos) para um plantel. Por outro lado, também podemos referir
que é uma política que nem sempre traz retorno financeiro e que poderá demorar
a ser bem-sucedida, o que leva as equipas a optarem por outros caminhos.
No entanto, a transição de júnior para sénior (embora
as equipas B atenuem esse efeito), continua a ser o problema para muitos jovens
desportistas. Uns perdem-se em empréstimos sucessivos, outros arruínam
praticamente as suas carreiras através de (maus) empresários, outros não
aguentam a mudança de ritmo e de pressão.
No campeonato nacional, temos assistido a uma maior
aposta das equipas nas camadas jovens, ou em jogadores no seu 1º/2º ano de sénior. Veja-se
a boa carreira do Vitória de Setúbal, onde se têm destacado jogadores como João
Mário ou Ricardo Horta.
Em relação ao futuro dos três grandes, o Sporting
parece ser o que irá continuar a apostar forte na formação, o que poderá
permitir ao clube encaixar bons encaixes financeiros e diminuir o fosso para
Porto e Benfica. Em meio ano, conseguiram potenciar e lucrar com o Bruma e o Ilori,
e neste ano, William e Mané seguem o mesmo caminho. Quanto ao Benfica, é provável
que pouco a pouco vá apostando nos seus jovens, mas não é algo que aconteça de
uma época para outra. Já o Porto, e tendo em conta o passado recente do clube,
não é muito expectável vermos um jovem produto da formação na equipa principal.
Poderá uma equipa ganhar títulos só apostando na
formação, ou tem de juntar a ela experiência e jovens com talento de outros
países? Até que ponto é rentável apostar na formação?

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